14 novembro 2023

O POLÍGRAFO SELECCIONA FACCIOSAMENTE AS NOTÍCIAS QUE ESCRUTINA?

Acima, publicamos uma notícia em que o Polígrafo escrutina Ventura a desdizer-se frontalmente em quatro dias. Mas, fica-nos a impressão que, se o Polígrafo escrutinar Montenegro em quatro semanas, obtém-se o mesmo resultado. E a mesma impressão se aplicará a Costa se o mesmo Polígrafo se dispuser a comparar coisas que Costa diga com quatro meses de distância. Isto que aqui escrevo não é para credibilizar Ventura: ele não merece. Mas escrevo-o para descredibilizar o Polígrafo e o critério como selecciona os tópicos que eles se dispõem a "denunciar". Há tantos episódios como este acima, que é só uma questão de escolherem aqueles a que se dá relevo, o que em si me é suspeito: os jornalistas não me transmitem mais confiança do que os políticos...

Mas, para que aqui fique mais do que uma «impressão» minha, veja-se este exemplo abaixo, de ontem à noite. São duas notícias afastadas por dez semanas, publicadas no mesmo jornal, o tópico é o mesmo. E o que constava da primeira era que o ministro da Saúde «acreditava» que iria ser «possível cumprir meta» «até ao fim (do) mês» (Setembro). A notícia de ontem (e estamos a meio de Novembro!) diz-nos que «faltam» (ainda!) «15 municípios para se cumprir meta». (por sinal, alguns deles são os maiores do país!). No caso a que o Polígrafo dedica a sua atenção acima, André Ventura diz-se e contradiz-se, neste, Manuel Pizarro não cumpre galhardamente o que prometera ainda há semanas, o processo está atrasado mais de um ano, e o Polígrafo não parece encontrar ali nada que escrutinar...
ET: Quando o optimismo de Manuel Pizarro é desmentido tão ostensivamente pela realidade dos factos, perpetuar esse optimismo fá-lo mudar de nome, passando a denominar-se vigarismo.

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