Mostrar mensagens com a etiqueta Eslovénia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eslovénia. Mostrar todas as mensagens

13 junho 2024

AS ELEIÇÕES EM TRIESTE (MAS SÓ NA ZONA A)

(Republicação)
13 de Junho de 1949. Realizam-se eleições municipais no território livre de Trieste, região encravada entre a Itália e a Jugoslávia, mas na zona que era administrada pelos Aliados (Zona A). Trieste, cuja história do Século XX já aqui foi contada neste blogue. Na notícia do jornal, a vitória dos partidos italianos é apresentada como se eles se tivessem apresentado conjuntamente, o que não é verdade: os 63% que se mencionam resultam da adição da votação da Democracia Cristã (39%), Socialistas (6%), Neo-Fascistas (6%), Republicanos (5%), Liberais (5%), etc. De qualquer maneira, a maioria que exprimira a sua opção por uma futura reunião com a Itália era significativa, ainda que a eleição em si fosse meramente simbólica: a maioria das decisões administrativas pertenciam ao governo militar. Mas para os países ocidentais, a organização de eleições era um imperativo, na esperança que isso forçasse o padrão do comportamento dos ocupantes soviéticos, que nos países do Leste da Europa se actuasse da mesma forma. Mas não: é verdade que havia eleições, mas não livres. Quanto ao caso particular de Trieste, a situação veio a ficar resolvida em 1954 com a anexação da Zona A pela Itália e da Zona B pela Jugoslávia. Actualmente, os territórios que haviam pertencido a esta última Zona estão divididos, por sua vez, entre a Eslovénia e a Croácia.

17 fevereiro 2023

A FORMALIZAÇÃO DE UM PACTO ESTATUTÁRIO ASSOCIANDO OS TRÊS PAÍSES DA «PEQUENA ENTENTE»

A «Pequena Entente» fora originalmente o resultado de assinaturas de tratados bilaterais de segurança mútua assinados ao longo de 1920, 1921 e 1922 entre a Checoslováquia, a Jugoslávia e a Roménia (acima, assinaladas a verde). Todos estes três países tinham expandido as suas fronteiras (a Checoslováquia tinha mesmo surgido!) quando do final da Grande Guerra (1914-18), e isso acontecera à custa da implosão do Império Austro-Húngaro. Portanto, o receio que os associava era o perigo de um revanchismo dos  países derrotados em 1918: Áustria, Hungria e, sobretudo, Alemanha. Por detrás da associação entre aqueles três países era notório o apadrinhamento da França. Durante o primeiro decénio da sua existência, a «Pequena Entente» pouco mais fora do que um protocolo diplomático «in being» (transposição de uma expressão do inglês, «fleet in beeing», com o significado de uma frota que é importante apenas por existir, sem correr o risco e a necessidade de se engajar em batalhas navais para demonstrar as suas capacidades).Só que em 1933 o comportamento da Alemanha começara a modificar-se e as previsões eram que se iria modificar ainda mais com a chegada de Adolf Hitler ao poder. A 17 de Fevereiro de 1933 era notícia a assinatura no dia anterior em Paris(!...), de um pacto de funcionamento associando os três países da «Pequena Entente». O futuro da próxima meia dúzia de anos viria a demonstrar que este reforço dos laços entre eles poucas consequências práticas teriam. E o futuro muito mais longínquo (60 anos depois) viria a expor à evidência as fragilidades de dois deles e, por consequência, da própria «Pequena Entente» como aliança defensiva: Checoslováquia e Jugoslávia desapareceram com o fim da Guerra Fria.

11 julho 2021

«...que inquieta a Europa?» A EUROPA NÃO FAZ A MÍNIMA IDEIA DE QUEM SE TRATA!

Esta notícia é um disparate. A verdadeira Europa não faz a mínima ideia quem é o primeiro ministro da Eslovénia. Para o explicar ao pequeno número de portugueses que se interessam por assuntos europeus, a melhor maneira é ir recuperar e recordar aquele famoso vídeo de Outubro de 2007, em que José Sócrates começa por deixar Luís Amado, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, de mão no ar, para depois ir cumprimentar efusivamente algumas das grandes figuras mediáticas europeias da época, como Javier Solana, Angela Merkel ou Nicolas Sarkozy (abaixo). Pois bem, este Janez Jansa é o senhor que cumprimenta Sócrates aos 0:35 segundos de vídeo, que ninguém então sabia de quem se tratava e de que país era, e que Sócrates trata até condescendentemente com alguns calduços no pescoço (ele que experimentasse fazer o mesmo a Sarkozy que até é baixinho e tem o perscoço muito mais a jeito...). Duas conclusões se extraem das imagens: em primeiro lugar que Janez Jansa já anda nestas coisas há muitos, muitos anos: todos os que aparecem nas imagens já se reformaram com excepção de Angela Merkel; e em segundo lugar, e confiando no instinto político demonstrado pela efusividade como aceitava os parabéns alheios, José Sócrates não tomava Janez Jansa em grande conta. E nesses assuntos europeus, José Sócrates sempre foi um bimbo, seguindo as opiniões prevalecentes e preocupado em impressionar o directório. Vir agora plantar uma notícia destas, com a intenção de tentar transformar o esloveno numa segunda edição do húngaro Viktor Orbán só pode ser um exagero disparatado...
Recorde-se que até os calduços que se pregam ao Viktor Orbán são de outro género!...

29 junho 2021

O ALARMISMO DE UMA GUERRA COMO A DA COREIA, MAS NA EUROPA

29 de Junho de 1951. No jornal desse dia, mesmo ao lado das notícias a respeito da guerra da Coreia, cujo ritmo das operações militares se havia acalmado substancialmente, quando ela completara um ano, surgia um outro grito de alarme, este oriundo de Belgrado, a capital da Jugoslávia, anunciando uma pretensa concentração de tropas soviéticas nas suas fronteiras, naquilo que os jugoslavos de Tito pretenderiam que passasse por uma analogia com a invasão norte-coreana que ocorrera no ano anterior, e que fora a causa do conflito coreano. As duas notícias oriundas de Belgrado apresentam-se encadeadas de tal forma que as intenções dos jugoslavos se mostram límpidas: «O pedido da Jugoslávia aos Estados Unidos para fornecimento de armas». Adiante-se que o pedido jugoslavo vai ser satisfeito e que os Estados Unidos irão realmente fornecer material de guerra à Jugoslávia, apesar de se tratar de um país assumidamente comunista! Na fase que aqui estamos a cobrir, o fornecimento mais importante será o de 150 caças-bombardeiros P-47 Thunderbolt, que se podem ver nas duas fotografias abaixo, voando em formação à época, e exposto actualmente num Museu do Ar sérvio, com as estrelas vermelhas identificativas da força aérea jugoslava .

27 junho 2021

A GUERRA DOS DEZ DIAS

27 de Junho de 1991. Após a declaração de independência da Eslovénia, que tivera lugar dois dias antes, esta antiga república federada da Jugoslávia, agora com pretensões a tornar-se independente, é invadida pelas colunas armadas e blindadas do exército jugoslavo - veja-se o mapa acima. Vai ser uma demonstração de capacidade militar completamente gratuita e até contraproducente. Mais importante do que um plano de operações militares, os secessionistas eslovenos complementaram-no com um mapa de operações mediáticas, inundando as televisões de todo o mundo - especialmente os países ocidentais - com imagens de carros de combate (de concepção soviética) a desfazerem as barricadas montadas para os deter (abaixo). Um desastre político para os federalistas jugoslavos que, para além disso, não contavam com grandes simpatias entre a população eslovena (no referendo de Dezembro, 88,5% do eleitorado tinha-se pronunciado a favor da independência). No terreno, os jugoslavos ocuparam todos os objectivos a que se haviam proposto, mas o problema é que não havia qualquer solução política que Belgrado pudesse propor depois disso, enquanto as tropas de ocupação se tornavam vítimas de acções de guerrillha das unidades eslovenas. Havia um impasse político que rapidamente teve que se resolver com a assinatura de umas tréguas. É significativo que, apesar da brutalidade do lado jugoslavo que nos sugere as imagens televisivas, no final do conflito, que durou apenas dez dias, o número de baixas era sensivelmente o mesmo de ambos os lados: 190 (44 mortos e 146 feridos) entre os jugoslavos e 201 (19 mortos e 182 feridos) entre os eslovenos. O David esloveno era só para aparecer nas câmaras da TV...

01 março 2021

O RECENSEAMENTO NA JUGOSLÁVIA

1 de Março de 1971. Num artigo originário do jornal parisiense Le Monde (mas assinado por um autor com um apelido de nítida ressonância sérvia - Yankovic), podiam ler-se os complexos problemas que se levantavam por causa da realização do próximo recenseamento na Jugoslávia. «Contrariamente ao que, em geral, se pensa no estrangeiro, a Jugoslávia socialista e federal não é o país dos jugoslavos. (...) Dentro do país (e a lei é precisa a esse respeito) pertence quer a um dos povos de uma República Federal, quer a uma das minorias nacionais... ou então não tem nacionalidade.» Os povos, prosseguia, eram seis («sérvios, croatas, eslovenos, macedónios, montenegrinos e muçulmanos») e as minorias nacionais eram «numerosas» («albaneses, húngaros, eslovacos, turcos, italianos, romenos, checos , búlgaros, etc»). O artigo prolongava-se e ia acabar numa outra página mais adiante. Era um daqueles artigos só mesmo para interessados por minudências da composição étnica de países estrangeiros. Era assim que há cinquenta anos era considerada a heterogeneidade da Jugoslávia de Tito: um detalhe da ordem internacional. Vinte anos depois, quando as circunstâncias envolventes se alteraram e acabou a Guerra Fria, deu para perceber que não era bem assim: o problema havia estado apenas dormente.

02 dezembro 2018

A IMPORTÂNCIA DAS FRONTEIRAS INTERNAS DA JUGOSLÁVIA

1 de Dezembro de 1918. Proclamação do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, país que mais tarde se viria a denominar Jugoslávia. Hoje, que seria a ocasião do seu centenário, não passa de uma memória. Não durou o tempo sequer de celebrar as suas bodas de diamante. Sempre foi um país em que, mais importante do que as fronteiras com o estrangeiro, o problema eram os contornos das fronteiras interiores. No quadro acima exibem-se quatro modelos distintos da sua organização política e administrativa (de cima para baixo e da esquerda para a direita): as sete províncias (1918-1922), reorganizadas em trinta e três oblasts (1922-1929), depois reconvertidas em nove banovinas (1929-1939). Depois em 1945 passou-se a seis repúblicas, complementadas em 1974 com duas províncias autónomas (a tracejado). Foi o formato mais estável, mas colapsou em 1991.

09 agosto 2018

HÁ CINQUENTA ANOS: TITO VISITAVA PRAGA


9 de Agosto de 1968. O presidente Tito da Jugoslávia visitava Praga, acolhido no aeroporto com uma manifestação de regozijo de uma espontaneidade verdadeiramente socialista (no Ocidente não se conseguia ser assim tão espontâneo, com as bandeirinhas e tudo...). Paradoxalmente, aquilo que ali levava Tito, o mais destacado dirigente socialista dissidente na Europa, era a procura desesperada por parte de Alexander Dubček de uma solução conciliando a manutenção da Checoslováquia sob um regime comunista, mas com uma maior liberdade de actuação a respeito das questões domésticas, como acontecia com a Jugoslávia. Contudo, como a própria informação da época reportava (abaixo, as notícias do Diário de Lisboa de 9 e 10 de Agosto de 1968), se a Jugoslávia desenvolvera - e a que custo! - o poder e o prestígio de se defender da intromissão dos soviéticos, uma outra coisa seria projectá-los para o resto da Europa do Leste. A Jugoslávia «reservava-se»... e a Checoslováquia via-se mais sozinha. Não se sabia então, mas a invasão soviética estava apenas a 12 dias de distância.

09 junho 2018

DEPOIS DO MAIO DE 68 EM PARIS... O JUNHO DE 68 EM BELGRADO

9 de Junho de 1968. Se as ondas de choque daquilo que acontecera em França se espalhara pela população estudantil de toda a Europa, países houve em que esse impacto se tornou mais efectivo como foi o caso da (então unida) Jugoslávia. A 2 de Junho de 1968 (já os acontecimentos em França estavam na sua fase descendente) e por um motivo perfeitamente pueril, a falta de bilhetes para um espectáculo teatral, produzira-se uma reedição em Belgrado do encadeado quotidiano de protestos estudantis e de enfrentamentos nas ruas dos estudantes com a polícia, à boa maneira das imagens do Quartier Latin que haviam corrido mundo. Depois os protestos haviam-se propagado de Belgrado às outras capitais jugoslavas, Zagreb, Sarajevo e Ljubljana, demonstrando-se o quanto a contestação era transversal às várias nacionalidades. Para além da França, outra fonte de inspiração dos manifestantes era a Checoslováquia e as reformas que ali se ensaiavam no monolítico regime comunista vigente, a denominada Primavera de Praga. A ameaça pairava mas, ao contrário de de Gaulle, Tito não foi apanhado desprevenido e, apesar dos seus 76 anos, não vacilou. Há precisamente 50 anos, era Domingo e a contestação tinha começado há precisamente uma semana, quando Tito apareceu na televisão com um discurso em que atribuía condescendentemente alguma razão aos estudantes enquanto lhes anunciava várias concessões (mesmo sem perceber o servo-croata, a linguagem corporal de Tito no tal discurso no vídeo abaixo mostra isso mesmo - e dá vontade de rir ouvi-lo a justificar o apartamento dos estudantes da actividade política, quando por cá os comunistas tinham organizações como a UEC...). A contestação estudantil na Jugoslávia perdeu gás, foi dominada e ficou esquecida, tirando aqueles que o poder considerou os cabecilhas e que foram depois discretamente apanhados (e sancionados) um a um. É o género de episódio que raramente aparece evocado e há várias razões para tal, embora nem todas sejam transparentes, uma delas será a cegueira ideológica - por exemplo, não existe uma página em francês na wikipedia evocando o assunto e Deus sabe como os franceses adoram gabar-se da influência que as suas revoluções têm por essa Europa fora... e nesta outra página da wikipedia, o caso da Jugoslávia nem sequer aparece mencionado.

05 outubro 2017

QUEM É QUE SOUBE O QUE FOI, QUEM É QUE AINDA SE LEMBRA DA «GUERRA DOS DEZ DIAS»?


25 de Junho de 1991. Numa cerimónia sóbria em Liubliana (acima), a Eslovénia procede à declaração unilateral da sua independência da Jugoslávia. A coreografia da cerimónia procura realçar a tensão política e militar do momento, com os soldados envergando camuflados em vez dos tradicionais trajos de gala para estas ocasiões. A própria data do evento, que fora anunciada inicialmente para 26 de Junho, foi súbita e inesperadamente antecipada de 24 horas, no que constituiu mais uma demonstração do conflito latente com as autoridades federais jugoslavas, uma finta de última hora às eventuais contramanobras de Belgrado. O caminho que conduzira a Eslovénia até à situação de ruptura tem algumas semelhanças, ainda que longínquas, com aquilo que mais recentemente está a acontecer na Catalunha. Também na Eslovénia se havia convocado um referendo em Dezembro do ano anterior. Os resultados haviam sido uma esmagadora maioria de eslovenos (88,5%) a pronunciar-se pela independência, com a afluência às urnas a ultrapassar os 90%. As reacções a esse referendo que foram então assumidas pelo governo e exército federais sedeados em Belgrado assemelham-se às atitudes a que temos vindo a assistir em Madrid: como se pode ler num despacho da Associated Press da época, o governo federal jugoslavo «rejeitava», ainda antes da sua realização, «o referendo na Eslovénia e anunciava a adopção de medidas (não especificadas) para assegurar a preservação da integridade do país».
Contudo, demonstrando o que parece ser uma tolerância (fraqueza?) superior à de Mariano Rajoy, as autoridades eslovenas apareciam nessa notícia em condições de assegurar que o governo federal jugoslavo se comprometera com elas a não accionar o exército para que este tentasse impedir a realização da consulta eleitoral. Apesar desse compromisso, em pleno parlamento jugoslavo o vice-ministro da Defesa, almirante Brovet, anunciava que as forças armadas estavam prontas para agir «de acordo com a Constituição jugoslava» e que aqueles que, na Eslovénia, «pensam de forma diferente, estão enganados». (Disto ainda não se assistiu em Espanha: altas patentes militares a aproveitar a ocasião para engrossarem a voz.) O paralelo com a situação catalão completa-se com o acolhimento unânime e contrário da comunidade internacional à secessão eslovena: a posição formal dos Estados Unidos e dos países da União Europeia iam no sentido da preservação da unidade jugoslava. Como é recorrente nestas ocasiões, o argumento económico era o mais evocado: há sempre o caso das consequências do seccionamento do comércio interno que passa a externo e as previsões pessimistas do impacto disso no padrão de vida do país secessionista, neste caso esloveno estimado numa queda de 20 a 30%. (Acrescente-se que as previsões nunca incidem sobre o padrão de vida daqueles que ficam...) Ao fim e ao cabo, o menos importante de todo o processo de secessão da Eslovénia terá sido mesmo a guerra, denominada Guerra dos Dez Dias.
Causou algumas dezenas de mortos, umas centenas de feridos, mas percebe-se que não foi travada com muito empenho do lado jugoslavo. Mas, se há muitos aspectos que assemelham os exemplos esloveno e catalão, há também alguns outros aspectos que os distinguem, a começar pela consistência da expressão do referendo, a terminar pela conjuntura internacional. A secessão da Eslovénia (a que se seguirá a da Croácia e das outras repúblicas da Jugoslávia) aconteceu sob a dinâmica da própria desagregação da União Soviética que estava, por si só, a provocar uma reconfiguração das fronteiras do Leste da Europa. A Jugoslávia que então se desagregava era um regime comunista, sem qualquer tradição de práticas democráticas, ao contrário do que agora acontece em Espanha. Onde ontem apareciam os generais e os seus blindados, aparecem agora os juízes e as normas constitucionais. Mas parece-me que existiu uma certa ingenuidade das democracias da Europa ocidental ao promoverem a reconfiguração das fronteiras do Leste da Europa (além deste caso jugoslavo, o caso da União Soviética ou então o caso da Checoslováquia) mas acreditando que as consequências iriam ficar por ali. Os exemplos da Bélgica, da Escócia ou agora da Catalunha (para já) mostram o quanto estavam errados. Acresce a isso que estes precedentes passados servem também para compreender que o que hoje parece tremendo pode ter tendência para cicatrizar rapidamente: a Eslovénia é membro da União Europeia desde 1 de Maio de 2004. Sobre a situação catalã actual, em concreto, só não é possível acrescentar mais nada porque, por detrás da irritação dos catalães em não os deixarem ser consultados (culpa de Rajoy), torna-se difícil perceber qual será a sua vontade (que bem poderá não ser a de Puigdemont).