Mostrar mensagens com a etiqueta Ruanda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ruanda. Mostrar todas as mensagens

06 abril 2019

O GENOCÍDIO DOS TUTSIS

6 de Abril de 1994. Com o derrube do avião em que viajava o presidente ruandês na sua aproximação ao aeroporto de Kigali, criavam-se as condições para a eclosão de um massacre indiscriminado da população tutsi do Ruanda. O massacre irá ser perpetrado pelas próprias forças armadas e militarizadas do Ruanda, constituídas predominantemente pela etnia rival e maioritária dos hutus. Uma parcela significativa do genocídio, especialmente fora dos centros urbanos, será cometido pelas próprias populações hutus, e a arma simbólica deste genocídio, ocorrido às vésperas do Século XXI, será, paradoxalmente, a catana. Durou cerca de três meses, terá provocado de 500 mil a um milhão de vítimas, a indústria mediática mundial nunca o levou devidamente a sério e, ao contrário do que se verifica com outros genocídios, onde as vítimas estão precisamente identificadas (o Holocausto ou o dos Rohingya, por exemplo), a maneira como tende a ser designado (Genocídio no Ruanda), esquece-se de enfatizar quem foram as suas vítimas principais e primordiais - os tutsis.

31 julho 2010

GENOCÍDIO

Ao contrário de outros postes também dedicados a outras fotografias simbólicas, neste caso só a afixarei no fim, para melhor impacto e reflexão de quem lê. O tema, como se percebe pelo título é o genocídio, algo que preferimos atribuir a vontades dementes (acima, a fotografia de Pol Pot) e/ou a organizações complexas que podem recorrer a processos sofisticados de eliminação dos indesejáveis (abaixo, os fornos crematórios de Auschwitz).
Porém, a verdade crua é que os genocídios não podem ser bem sucedidos se não contarem com a colaboração pelo menos passiva e muitas vezes activa das sociedades onde têm lugar. A crueldade somos nós, como o demonstra bem a fotografia das centenas de catanas (quantas delas estarão sujas de sangue?...) apreendidas quando do genocídio no Ruanda em 1994, que não teve um responsável para inculpar nem grandes tecnologias para ser perpetrado…