Ele há pessoas que as circunstâncias, mas também eles próprios, os leva a transformar os cargos que circunstancialmente ocupam neles próprios. É extremamente difícil suceder a essas pessoas. John Bercow, o speaker da câmara dos Comuns britânica, é um caso flagrante disso, de alguém tão grande que vai demorar até aquele cargo se reduzir às suas verdadeiras dimensões. A identidade e a personalidade dos seus antecessores foram uma peculiaridade daqueles mais interessados pelos detalhes dos parlamentarismo britânico. Contudo, a conjugação da crise política aberta pelos resultados do referendo do Brexit com a personalidade de John Bercow tornaram este último numa verdadeira estrela mediática mundial. Hoje, dia do abandono da função que o celebrizou, vale a pena recordar o dia (22 de Junho de 2009) em que John Bercow foi eleito e tomou posse do cargo (acima). Quanto à sua carismática notoriedade internacional, proclamando aqueles famosos apelos à ordem (abaixo) num parlamento caótico a que ninguém conseguiu dar rumo, essa vai deixar muitas saudades!
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31 outubro 2019
17 janeiro 2016
A FEITURA DA OPINIÃO
(Paulo Baldaia, 22 de Setembro de 2015 sobre as eleições de 4 de Outubro...)
Por ocasião da sua recente saída da direcção da TSF Paulo Baldaia informa-nos que continuará «a ser jornalista no grupo Global Media» e que continuará «a fazer opinião na TSF, no DN e na SIC-Notícias». Algures durante estes últimos anos e quiçá por influência da língua inglesa (onde se consagrou a expressão opinion maker), alguns jornalistas da geração de Baldaia convenceram-se de que são uma elite, deixaram de formar a opinião para passar a fazê-la. Azar o deles que isso tivesse acontecido numa época em que, com a internet, a opinião publicada deixou de ser um exclusivo da classe. Porque, no meio deste seu pedantismo despropositado, nem se incomodam a aperceberem-se pelas caixas de comentários que conceito é que essa nova opinião publicada tem formado sobre a opinião que estes convencidos jornalistas fazem.
10 janeiro 2016
«GHOSTBUSTERS ELEITORAL» ou «É O DELÍRIO EM ALVALADE!»
Depois da enumeração dos apoiantes, da mobilização dos simpatizantes e da nomeação dos mandatários será que nos preparamos para assistir agora à invocação dos fantasmas para a dinamização das campanhas eleitorais? Depois de sessões de esclarecimento teremos agora as sessões espíritas? Eu bem sei que João Soares sobraça neste governo a pasta da Cultura, o que é um salvo conduto para a liberdade criativa, mas que diabo?! Invocar o voto da mãezinha lá do outro mundo? Como escreve um amigo meu, quando o disparate se torna tão grande que ultrapassa a nossa capacidade de ironizarmos à sua custa torna-se o delírio em Alvalade! (Hoje, pelos vistos, foi)
UM COMENTÁRIO MUITO OPORTUNO... QUE TANTAS VEZES EU JÁ QUIS FAZER AO COMENTADOR
Segundo li numa das redes sociais, nesta Sexta-Feira, por ocasião das celebrações do 15º aniversário da SIC Notícias, ocasião para a qual a estação convidou os candidatos à presidência da República, ter-se-á travado o seguinte diálogo entre o candidato Tino de Rans (Vitorino Silva) e Ricardo Costa, o director do Expresso:
- É um bocadinho difícil de (sic) perceber o que é que você está aqui a fazer. (Ricardo Costa)
- Eu estou aqui porque fui convidado pela SIC. (Tino de Rans)
E vai-se ao requinte de adicionar a hora em que este delicioso pedaço de diálogo foi travado (23H54). (Haja quem tenha a possibilidade e a disposição de o afixar num sítio público como o You Tube; se houve quem recentemente tivesse recuperado o saudoso - de há muito desaparecido - Assim Não de Marcelo (e da Elisa) dos tempos do referendo do aborto e que catapultou para a celebridade Ricardo Araújo Pereira).
Independentemente da malícia (quiçá involuntária) da resposta do candidato, o que me impressionou foi a pertinência da observação de Ricardo Costa e da pena que me dá que eu não a possa fazer, tão pertinente quanto ela, ao mesmo Ricardo Costa quando ele aparece naquela mesma SIC Notícias a comentar tudo e um par de botas. É um bocadinho difícil de perceber o que ele anda para ali a fazer. Costa é, com um grupo restrito de jornalistas de que escolho para exemplo apenas mais outro nome, o de Paulo Baldaia, um especialista em dizer umas generalidades sobre o assunto do momento que bem podiam ser ditas por uma de 300 outras pessoas em alternativa - talvez mesmo até o Tino... O problema é que, quando esses especialistas das trivialidades chegam às ocasiões em que, à informação há que adicionar formação, estudo e/ou cultura, espalham-se ao comprido como tive ocasião, de resto, de demonstrar há uns dias com um texto precisamente de Ricardo Costa a respeito do ensaio nuclear norte-coreano. Nisso, Ricardo Costa ou Paulo Baldaia ou aquele punhado de comentadores sempre de serviço irmanam-se em serem uns NPPN (Não Percebem de Porra Nenhuma) e nem têm a modéstia de reconhecer os riscos do ridículo a que se expõem quando isso acontece. Há tópicos em que é um bocadinho difícil de perceber o que é que eles andam para ali a fazer...
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