Mostrar mensagens com a etiqueta Luxemburgo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luxemburgo. Mostrar todas as mensagens

16 setembro 2019

FOTOGRAFIAS ELOQUENTES

Fotografia que se arrisca a perdurar, simbolizando a situação para onde o Reino Unido se deixou arrastar por causa do Brexit. À direita, o primeiro-ministro luxemburguês aponta para aquele que não aparece na fotografia mas que, como se percebe pela disposição das bandeiras, a preenche: Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, que preferiu não comparecer por causa dos manifestantes que se se expressavam à distância, discordantes. O discurso do anfitrião luxemburguês, proferido em inglês (uma cortesia, já que o inglês não é um dos idiomas oficiais do Luxemburgo) e que é não propriamente muito macio para o ausente, pode ser ouvido no original aqui abaixo. Mas isso será o menos, pois se se dizia antigamente que quem vivia pela espada morria pela espada, nos dias que correm, são os que ascenderam pela imagem que pela mesma imagem se tornam mais vulneráveis.

04 abril 2019

A ASSINATURA SOLENE DO PACTO DO ATLÂNTICO

4 de Abril de 1949. Com destaque de primeira página e amplo desenvolvimento noticioso nessa e na última página, noticia-se a assinatura solene do Pacto do Atlântico. Assinam-no doze países: Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido. Portugal faz-se representar na cerimónia pelo veterano José Caeiro da Mata, ministro dos Negócios Estrangeiros. Se a sua fotografia na primeira página é demonstrativa de uma certa ingenuidade daquela época para com as novas artimanhas publicitárias (o logotipo da TWA bem à vista quando descia do «avião em que cruzou o Atlântico»), o teor das suas declarações publicadas na última página mostra as preocupações da diplomacia portuguesa com o sucesso que alcançara: não excitar demasiado os ciúmes do regime espanhol (que fora proscrito da NATO).

14 setembro 2010

AS «HOT PANTS» LUXEMBURGUESAS

Na temporada Outono-Inverno de 1970/71 assistiu-se à moda fugaz das hot-pants, uns calçõezinhos minúsculos que serviam para mostrar as pernas até bem cá acima, uma moda que bem depressa ficou esquecida. Depois, as hot pants viram-se passadas à condição de fato de trabalho de algumas prostitutas... Mas, por ocasião do EuroFestival de 1971 ainda as hot pants eram moda e respeitáveis e a concorrente luxemburguesa apresentou-se a concurso com uma canção imbecil intitulada Pomme, pomme, pomme (Maçã, maçã, maçã) mas com umas hot pants – conforme o vídeo de apresentação – que prometiam…
O EuroFestival desse ano realizou-se na Irlanda, que não era propriamente um dos países mais avançados da Europa em termos de costumes. A canção luxemburguesa apresentava-se em 8º lugar, a intérprete chamava-se Monique Melsen que tinha então 20 anos, com uma figura e a idade apropriada para usar as tais hot pants… Mas o que se torna engraçado ao fim de todo este tempo é observar as habilidades com os planos de que se socorreu o realizador televisivo (acima) para evitar que se desse o destaque merecido a um dos melhores – talvez mesmo o único… – argumentos da canção luxemburguesa: as pernas de Monique…