Submetendo as proclamações de Sebastião Bugalho ao mesmo escrutínio que ele fazia às dos outros, antes de se ter tornado protagonista, vale a pena recuperar a tabela com os resultados das últimas eleições europeias de 2019, para comprovar que a meta mínima da AD para estas europeias, «uma meta humilde mas honesta», é uma meta verdadeiramente humilde e não sei se assim tão honesta na forma como foi apresentada. Se somarmos os resultados abaixo dos três membros da AD em 2019, obteremos uma percentagem de 29,62% (21,94 + 6,19 + 1,49) (981.814 votos). Portanto a tal meta mínima do Sebastião nem chega a reeditar os resultados de 2019. Quanto aos mandatos, as suas expectativas de «manter os actuais sete eurodeputados» ainda são menos ambiciosas do que há cinco anos, já que, se nessa altura os três partidos se tivessem apresentado coligados teriam conquistado um oitavo eurodeputado e ele contenta-se com os sete actuais. Desconfio que, se o Sebastião Bugalho comentador estivesse a apreciar estas metas do Sebastião Bugalho político, tê-las-ia qualificado como uma desonestidade (palavra que ele tanto gostava de usar nas suas prestações televisivas). Desonestidade intelectual e também política, já que uma regra elementar da actividade política é que quem abraça estes desafios o fará com a convicção que a sua pessoa faz (pelo menos algum)a diferença...
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11 maio 2024
23 abril 2024
SEBASTIÃO É JORNALISTA, NA OPINIÃO DO JOÃO MIGUEL TAVARES
O artigo de opinião de hoje de João Miguel Tavares no Público aplica-se em desancar em Sebastião Bugalho por causa da notícia que o dá - a Bugalho - como próximo cabeça de lista do PSD às eleições europeias. Mas aquilo que eu mais gostei aparece na caixa de comentários do referido artigo. Ao comentário de um - pelo menos para mim - incógnito Paulo Batista, que recusa o atributo de jornalista a(o) Sebastião (uma forma de tratamento que, para mim, indicia proximidade com o visado), o autor apressa-se a responder - dez minutos depois - qualificando-o como jornalista: É jornalista, sim.
Retiro pelo menos duas conclusões interessantes do episódio. A primeira é que João Miguel Tavares se levanta bastante cedo: o seu comentário data das 06:25 da manhã. A segunda é que estaremos perante uma divergência de opinião intransponível: não vale a pena discutir este assunto com João Miguel Tavares, assim como não valeria a pena discutir com Donald Trump as eleições presidenciais que ele, Trump, perdeu em 2020. É ridícula esta elasticidade que, tornaria possível classificar Sebastião Bugalho como jornalista, e que tornaria por sua vez possível que José Miguel Júdice ou Luís Marques Mendes fossem classificados como jornalistas, estes talvez só jornalistas em part-time, mas mesmo assim...
(Outro jornalista...)
22 abril 2024
SE HÁ PREDICADO QUE NÃO PODEMOS ATRIBUIR AO CABEÇA DE LISTA DA "AD" ÀS EUROPEIAS É O DE MODESTO...
Um entusiasmo arrogante que só é compreensível por causa dos seus 28 anos... em que se tem fartado de aparecer na televisão.
A sério e numa certa perspectiva acaba por ser uma excelente decisão de quem escolheu: o nome do cabeça de lista consegue, só por si, fazer com que eu me desinteresse saber quem são os outros 20 nomes da lista do PSD!... A lista é do PSD, o CDS está reduzido a uma espécie de clube do bolinha do Nuno Melo e foi tratado no congresso deste fim de semana de forma correspondente, precisamente pelo Sebastião Bugalho e por outros quejandos como ele.
Para que tudo fique ainda mais caricato nesta promiscuidade entre comentadores políticos e políticos comentadores, um colega de canal do novel cabeça de lista do PSD anunciara, no canal de televisão que os alberga aos dois e que é, aliás, o que acima dá esta notícia, anunciara um outro cabeça de lista, adicionando mais um à lista de gloriosos fiascos televisivos da SIC Notícias!
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Política
08 janeiro 2023
«POR QUEM NÃO ESQUECI» (2)
Sobre embaixadores portugueses em Berlim, o que tenho para dizer é muito pouco. Apenas que li, muito recentemente, um livro de um deles sobre a sua passagem por aquele posto entre 2012 e 2015, Luís de Almeida Sampaio (Diplomacia em Tempo de Troika), seguindo uma recomendação do jornalista Sebastião Bugalho. Após lido, aprendi que não se devem seguir as recomendações de Sebastião Bugalho... Para além disso e sobre o actual titular do cargo, Francisco Ribeiro de Menezes, que é hoje entrevistado pelo Diário de Notícias, sei que ele será possivelmente, um dos embaixadores de carreira mais conotados politicamente, depois da posição que ocupou como chefe de gabinete do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, facto (relevante) que só é mencionado na penúltima pergunta da entrevista. Aliás, data desses tempos (Julho de 2014) um poste que aqui publiquei intitulado «Por quem não esqueci» (que era o título de uma música dos Sétima Legião, banda de que o embaixador foi letrista). E fui recordar-me que eu terminava esse poste interrogando-me «se a relevância político-mediática da sua embaixatriz - Teresa Leal Coelho - se manter(ia)...» depois da sua colocação no estrangeiro. Hoje, não sei quanto esquecido, mas o assunto parece respondido: não se manteve...
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