O livro acima aborda a Batalha de Khalkhin-Gol, travada na Primavera e Verão de 1939 entre soviéticos e japoneses pela posse de uma remota parcela de território mongol¹. Foi um episódio tratado discretamente pelos contendores apesar de ter provocado dezenas de milhares de mortos e as suas consequências diluem-se nos acontecimentos associados à Segunda Guerra Mundial. O livro conta isso tudo em 185 páginas. O livro abaixo, Alcora, também trata de um assunto discreto, um acordo entre Portugal, a África do Sul e a Rodésia, que também se dilui noutro mais vasto e importante: as Guerras que Portugal travou em África (1961-74). Não sei se o impacto de tal acordo mereceria que todo um livro lhe fosse dedicado. A sê-lo porém, nunca por uma extensão de 329 páginas… É dar importância demais ao que a não tem.
¹ Nomonham é a designação dada pelos japoneses ao mesmo acontecimento.
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25 agosto 2013
19 outubro 2010
A FICÇÃO E A REALIDADE (OUTRA VEZ)
Da esquerda para a direita pode-se identificar (clicar para ampliar) Todor Jivkov (Bulgária), Nicolae Ceauşescu (Roménia), Edward Gierek (Polónia), János Kádár (Hungria), Gustáv Husák (Checoslováquia), encoberto não identificado, Leonid Brejnev (União Soviética), Erich Honecker (Alemanha Democrática), Yumjaagiin Tsedenbal (Mongólia) e Andrei Gromiko (Ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética)
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10 junho 2010
GRANDES MEMORIAIS A GRANDES FIGURAS ANTIPÁTICAS DA HISTÓRIA UNIVERSAL
A respeito de um poste que inseri mais atrás, onde aludo a uma pergunta que então me coloquei (comparando Napoleão e Hitler) mas que veio a ser respondida de forma diversa por um comentador que discorda frontalmente de mim, gostaria de dar um exemplo de uma outra figura histórica que comprova como a conjugação de necessidades ideológicas e políticas com o poder de esquecimento provocado pelo tempo acaba por amenizar figuras que gozaram em vida das reputações mais sinistras da História.
Gengis Khan (1162-1227) conquistou o maior império terrestre contíguo que a História regista (acima, clicar em cima da imagem para assistir à expansão). Tão grande quanto o império era a sua terrível reputação, medida pelas consequências demográficas das conquistas dos seus exércitos mongóis – com a redução para metade da população da China, do Irão, da Hungria, etc. A Mongólia é hoje um país remoto e pouco povoado, mas o orgulho no gigantesco monumento dedicado ao seu filho mais célebre (abaixo) é indisfarçável…Daqui por 750 anos, é possível que ainda haja alemães mas quem se importará com as malfeitorias de Adolf Hitler?...
29 setembro 2007
YUMZHGYIN TSEDENBAL, O LÍDER COMUNISTA AINDA MAIS BEM QUISTO QUE CUNHAL
Há assuntos que se propagam como as conversas que, como diz o ditado, são como as cerejas, mesmo quando já passou o seu tempo… A respeito de Yumzhgyin Tendenbal, aparecido no poste anterior, lembrei-me da fotografia de cima, que contém uma indesmentível dimensão histórica, porque se trata de uma das raras fotografias em que aparecem simultaneamente Staline e Mao. A ocasião em que foi tirada foi a da celebração oficial dos 70 anos do ditador soviético em Dezembro de 1949. Como todas as boas comemorações daquele tipo de regimes, a fotografia capta o momento mais aclamado da cerimónia, o das palmas colectivas que se batem mas não são dedicadas a ninguém em especial - Stalin também está a batê-las… É uma fotografia que também tem algumas histórias curiosas a ela associadas.O primeiro pormenor pitoresco é que Stalin, naquela celebração dos seus 70 anos, já tinha 71 anos… A sua data oficial de nascimento era 21 de Dezembro de 1879 e as celebrações processavam-se de acordo com ela, mas actualmente acredita-se que ele nascera efectivamente a 18 de Dezembro do ano anterior (1878). Era portanto um ano mais velho do que constava na biografia. Enfim, ter uma data de nascimento oficial e outra real ainda hoje é um fenómeno frequente entre os portugueses mais velhos. Outro fenómeno muito português é o de mostrarmos curiosidade quanto à identificação dos convidados presentes nas festas de aniversário, especialmente aqueles que aparecem mais próximos do aniversariante.
Na fotografia de cima e da esquerda para a direita, aparecem sucessivamente em fervorosa actividade aplaudente, Lazar Kaganovich (?), Mao Zedong, Nikolai Bulganin, Stalin, Walter Ulbricht, Yumzhgyin Tsedenbal (com os óculos de nerd…) e Nikita Khrushchev. Vale a pena falar dos estrangeiros. Os três que aparecem naquele palco são Mao, que acabara de proclamar a República Popular da China um mês e meio antes (1 de Outubro de 1949), Ulbricht, que fizera o mesmo com a República Democrática Alemã (10 de Outubro de 1949) e o mongol Tsedenbal, o país menos populoso de todo o campo socialista naquele altura, cujas razões para o destaque da sua presença ali nunca vi explicadas satisfatoriamente*. Porque é garantido pelas regras da coreografia daquelas cerimónias que ele não estava ali por acaso…
É que, por muito internacionalismo proletário que devesse existir e por muita irmandade que houvesse entre os partidos comunistas, estar e parecer estar nas boas graças em Moscovo sempre foi um objectivo de qualquer partido comunista e esse estatuto era medido também na simbologia das posições relativas nestas cerimónias. Era como ter uma gramática própria, interpretando os lugares protocolares, em vez dos vestidos, como acontece nas fotografias da ¡Holla!... Naquele caso, além dos dirigentes dos novos estados socialistas da China e da Alemanha, era o representante da Mongólia que aparecia ali destacado em relação aos dirigentes de todos os países da Europa de Leste como a Polónia, a Checoslováquia, a Hungria ou a Bulgária, para já não falar dos dirigentes dos importantes (e poderosos) partidos comunistas francês e italiano…
Aliás, prova da importância que mesmo em Portugal se dava a isso, no PCP nunca se deixou de usar a carta do orgulho patriótico ao sugerir o grande apreço de que Álvaro Cunhal gozaria junto de alguns membros da cúpula soviética por causa das suas qualidades intelectuais (Mikhail Suslov era o membro do Politburo mais evocado, que se insinuava ser uma espécie de padrinho de Cunhal). Pois bem, se a ortodoxia pode superar o valor específico de cada partido, então Cunhal – que era apenas um ano mais novo do que o seu homólogo mongol – nunca teve uma distinção pública como a Tsedenbal, a de passar por íntimo do grande líder do movimento comunista mundial numa tal festa de aniversário!
Manda a verdade pura confessar que o ortodoxo e inquebrantável Tsedenbal acabou por ser afastado do poder muitos anos depois daquela fotografia (em 1984) por excesso de ortodoxia – até havia casado com uma russa muito militante…Enfim, nestas coisas se calhar nem devia haver verdades puras, apenas as da dialéctica, porque terá sido a dialéctica que fez desaparecer da fotografia oficial Shi Zhe, que era o intérprete de Mao naquela cerimónia. E ele estava no palco, porque Mao não falava uma palavra de russo, conforme se vê na ponta esquerda da fotografia abaixo, rigorosamente idêntica à anterior, mas antes de ser retocada**…
Remover das fotografias de aniversário aqueles que nelas aparecem por estarem a trabalhar (como criados, porteiros e, neste caso, tradutores) é que já não é um gesto assim tão comum… E sobretudo, parece-me um gesto muito pouco socialista…* Mais intrigante, Tsedenbal nem era naquela época o líder do partido mongol.
** O retoque englobou também aqueles que apareciam mais atrás, incluindo a guarda de honra, ao fundo, que passou toda a segurar bandeiras – mas não o importantíssimo Tsedenbal!
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28 setembro 2007
MONGÓLIA, O PAÍS COM A MENOR DENSIDADE POPULACIONAL DO MUNDO
Quando cheguei à idade de me começar a interessar pela geografia humana, um dos pormenores pitorescos que ainda recordo é que a Mongólia era o único país do mundo que tinha uma densidade populacional inferior a 1 habitante por Km²: nos finais dos anos 60, seriam cerca de 1,2 milhões os habitantes mongóis* num território ligeiramente maior a 1,56 milhões de Km². E havia ainda outros pormenores adicionais que o transformavam num país pitoresco, um dos quais as suas características continentais, que lhe davam um clima de extremos, de calor no Verão, de frio no Inverno. A capital Ulaanbaatar (que, com a capital do Alto Volta, era preciosa para o jogo do Stop, por começar pela letra U…) regista as temperaturas médias anuais mais baixas de todas as capitais do Mundo.
O pavilhão da Mongólia na Expo 98 em Lisboa foi uma enorme desilusão, chupista, a pedir preços impossíveis por qualquer mísero objecto e até tentando sacar dinheiro pela hipótese de se ser fotografado num Ger tipicamente mongol (acima - trata-se de uma tenda móvel também conhecida por Yurt). Devia ser o lado antipático daquele povo a evidenciar-se, o seu lado Gengis Khan, o criador do maior império terrestre contínuo da História da humanidade no Século XIII, um império que rapidamente se veio a fragmentar e a desaparecer, não deixando saudades entre os povos que dele fizeram parte. A sua outra faceta, que despontou depois dessa epopeia, a de um pequeno povo entalado entre dois colossos imperiais (Rússia e China) é muito mais simpática.
Esta Mongólia, formalmente conhecida por Mongólia Exterior, era a Mongólia que coubera à esfera de influência russa. A Mongólia Interior (mapa acima) do lado chinês, que se tornou numa região autónoma da China é ligeiramente menos extensa (1,18 milhões de Km²) mas muito mais povoada (24 milhões de habitantes), embora não por mongóis, que são apenas 4 milhões. Mas é por ter ficado debaixo da esfera de influência do império russo que a Mongólia, que foi berço de Gengis Khan, também se pode gabar de se ter tornado o terceiro estado de operários e camponeses (marxista-leninista) mais antigo do mundo, fundado em 24 de Novembro de 1924**: a República Popular da Mongólia, sob a orientação vanguardista do Partido Revolucionário Popular da Mongólia (PRPM).
Com a China a atravessar um período de desagregação (1911-49), invadida depois pelo Japão em 1931, a Mongólia, embora formalmente independente, nunca teve oportunidade de jogar um papel intermédio entre dois colossos e não passou de uma extensão do império soviético. O idioma mongol abandonou o seu alfabeto próprio para passar a ser escrito em cirílico, como o russo e todas as outras línguas da União Soviética (na Mongólia Interior manteve-se o alfabeto tradicional), e foi em solo mongol, ou nas suas fronteiras com a China que se travaram os grandes embates militares entre russos e japoneses, no princípio e no fim da Segunda Guerra Mundial, como já tive oportunidade de descrever neste blogue (Khalkhin-Gol e Tempestade de Agosto).
Nem a partir de 1949, com a proclamação da República Popular da China, nem depois de 1960, com a assunção às claras das divergências sino-soviéticas, a Mongólia alguma vez hesitou nas suas fidelidades: ao lado de outros líderes vacilantes (especialmente europeus), a ortodoxia de Yumzhagyin Tsedenbal (1916-91) era reputada, parecia ser de betão!... Depois foi a vez da União Soviética entrar em colapso e a Mongólia, por arrasto, também deixar de ser marxista-leninista. Entalada naquele lugar geográfico nada invejável, deve ser um dos raros países do mundo onde George W. Bush fez uma visita (Novembro de 2005) e foi genuinamente bem recebido… Por uma associação de ideias inconfessável, deixem-me apenas dizer que na Mongólia existem alguns dos mais importantes e interessantes depósitos de fósseis de dinossauros de todo o Mundo…* Actualmente (2007) aproximar-se-ão dos 3 milhões.
** O segundo estado marxista-leninista (1921) mais antigo do Mundo, depois da própria Rússia, foi a remota e (em termos populacionais) pequena República Popular de Tuva, vizinha da Mongólia, também designada por Tanu-Tuva. Veio a ser absorvida pela União Soviética em 1944.
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02 janeiro 2007
KHALKHIN-GOL, OS DIAS DE AGOSTO DE 1939 EM QUE OS JAPONESES LEVARAM UMA TAREIA DOS RUSSOS
Sempre intriga, a quem se dedica a estudar as histórias da Segunda Guerra Mundial, as razões por que o Japão não se terá aproveitado da invasão alemã de Junho de 1941 para atacar por sua vez a União Soviética e apoderar-se das províncias russas do Extremo Oriente. Normalmente lêem-se várias explicações para a atitude adoptada pelos japoneses que, recorde-se, nessa altura ainda não estavam directamente envolvidos na Guerra a não ser através do conflito que travavam com a China.
Por um lado, estando as duas opções em discussão, decidiu-se que os seus interesses prioritários incidiriam nas regiões da Ásia meridional, onde existiam matérias-primas de necessidade mais imediata, como o petróleo da Indonésia. Por outro, não eram os soviéticos que lhes estavam a tolher a liberdade de actuação, mas sim os norte-americanos; atacar os primeiros não iria beneficiar a posição japonesa e talvez mesmo prejudicasse a obtenção de um acordo negociado com os segundos.
Numa perspectiva material, a esmagadora maioria do exército japonês já estava envolvido (e diluído…) pela imensidão da China: é um facto pouco conhecido que, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, a China foi o Teatro de Operações (TO) que absorveu a maioria dos efectivos das Forças Armadas japonesas… Finalmente, é raramente salientado o incidente de Khalkhin-Gol onde, numa demonstração de força voluntariamente restrita pelos dois lados, os russos acabaram por dar militarmente uma enorme tareia nos japoneses.
Por um lado, estando as duas opções em discussão, decidiu-se que os seus interesses prioritários incidiriam nas regiões da Ásia meridional, onde existiam matérias-primas de necessidade mais imediata, como o petróleo da Indonésia. Por outro, não eram os soviéticos que lhes estavam a tolher a liberdade de actuação, mas sim os norte-americanos; atacar os primeiros não iria beneficiar a posição japonesa e talvez mesmo prejudicasse a obtenção de um acordo negociado com os segundos.
Numa perspectiva material, a esmagadora maioria do exército japonês já estava envolvido (e diluído…) pela imensidão da China: é um facto pouco conhecido que, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, a China foi o Teatro de Operações (TO) que absorveu a maioria dos efectivos das Forças Armadas japonesas… Finalmente, é raramente salientado o incidente de Khalkhin-Gol onde, numa demonstração de força voluntariamente restrita pelos dois lados, os russos acabaram por dar militarmente uma enorme tareia nos japoneses.
Recorde-se, para enquadramento, que os japoneses possuíam variados interesses no próprio continente asiático. Depois de derrotarem a Rússia em 1905, haviam anexado formalmente a península coreana em 1910, e ocupado a Manchúria a partir de 1931, criando assim fronteiras terrestres entre soviéticos e japoneses. E haviam ocorrido incidentes entre os seus exércitos como os de Julho e Agosto de 1938, no Lago Khasan, perto de Vladivostok, a capital soviética do Extremo Oriente. Este incidente, ocasionado por diferentes interpretações dos traçados das fronteiras que haviam sido fixadas em tratados impostos à China pelo Império Russo, foi rapidamente sanado, não sem que a estrutura de comando do Exército Vermelho tivesse deixado ficado nos japoneses uma certa impressão de fragilidade, estando-se no apogeu da época das purgas de Estaline: houve mesmo um general soviético – Lyushkov, do NKVD – que desertou para os japoneses, trazendo com ele preciosas informações.
Tão forte foi a impressão, que deu aos japoneses a ideia de experimentar as capacidades dos seus potenciais oponentes num outro sector, onde as fronteiras entre os dois países não fossem directas, mas por interpostos protectorados: a Manchúria, do lado japonês, e a Mongólia Exterior, do lado soviético, num local designado por Khalkhin Gol por russos e Nomonhan por japoneses (Trata-se da região localizada no centro do mapa de cima. É simbólico que os mapas que encontrei para ilustrar este poste ou estão em japonês ou em cirílico...) As primeiras experiências para testar as respostas defensivas russas começaram em Maio de 1939, com raids de cavalaria de mongóis aliados dos japoneses.
Rapidamente, os soviéticos movimentaram as suas tropas para território mongol. Em Junho, a responsabilidade do sector foi entregue a alguém que se tornaria extremamente famoso na Grande Guerra prestes a iniciar-se: Georgy Zhukov. Mesmo assim, os efectivos em presença nos princípios de Julho do lado soviético eram de apenas 12.500, embora já incluíssem 186 blindados, perante um número ligeiramente inferior de blindados do lado japonês (135), mas acompanhando o triplo daqueles efectivos (38.000).
Durante o mês de Julho e a primeira metade de Agosto de 1939, a iniciativa pertenceu sempre aos japoneses, que foram aumentando o seu envolvimento quer em efectivos, quer em blindados, quer em aviação, enquanto os soviéticos demoraram muito mais tempo a reagir, por dificuldades de logística: ao contrário do que acontecia com os japoneses, do lado soviético a via-férrea mais próxima distava 600 Km da frente de combate. Mas, embora tardia, a resposta soviética teve impacto.
Stalin, na altura envolvido na assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop de não-agressão (e aproximação…) entre a Alemanha e a União Soviética (assinado a 23 de Agosto de 1939 em Moscovo) não teve quaisquer dúvidas à força que quis atribuir à mensagem de resposta política e militar aos ensaios japoneses: entre 20 de Agosto e 31 de Agosto de 1939, apoiada por blindados e aviação, a contra-ofensiva soviética levou tudo à frente. A 23ª Divisão japonesa, por exemplo, teve 99% de baixas entre mortos, feridos e prisioneiros…
Mas os soviéticos pararam na fronteira. Numa perspectiva táctica, os japoneses haviam engolido os orgulhos históricos das vitórias de 1905. Mas, numa perspectiva estratégica, não era aquela a ameaça que verdadeiramente incomodava Estaline. A 16 de Setembro de 1939, depois de os japoneses haverem pedido, havia-lhes sido concedido um armistício. Na Europa, ninguém havia prestado atenção ao assunto: no dia 1 de Setembro de 1939 havia começado a Segunda Guerra Mundial…E a 17 de Setembro, dia seguinte ao da assinatura do tal armistício, a União Soviética invadia a Polónia oriental, já invadida pela Alemanha…
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