Em Malta, rebentou o escândalo completo quando uma contribuição inusitada - um cão farejador de notas! - deu um impulso inesperado às investigações - que se arrastavam - sobre o assassinato de uma jornalista de investigação que havia tido lugar há mais de dois anos. O país é pequeno mas o escândalo é grande! O puxar dos fios desta nova meada levou o assunto para onde sempre suspeitou que estivera a origem: os próximos do primeiro ministro maltês. Mas o que adiciona um requinte de canalhice mafiosa a todo o escândalo está a ser a resistência do primeiro-ministro a fazer o que se esperaria de si. No mesmo dia e em diferentes jornais portugueses, tanto se anuncia a sua demissão, como não. Na última versão, ainda lá está. Numa época em que é a realidade cada vez mais a copiar a ficção, a farsa da demissão que já está escrita nas estrelas antes do visado saber que se vai demitir, reproduz flagrantes semelhanças com cenas de uma série política britânica, "The Thick of It" (veja-se o video abaixo), série que infelizmente nunca foi transmitida por cá. Uma infelicidade que é recíproca, porque os argumentistas da série também nunca pensaram em Portugal como fonte de inspiração para as suas personagens: a aparição de um político-animal-feroz inspirado em José Sócrates na intimidade poderia ter sido, nas últimas temporadas da série, um contraponto interessante ao bullying de Malcolm Tucker, que era o director de comunicação e homem de mão do primeiro-ministro naquela série, famoso pelo chorrilho de palavrões como se dirigia aos outros.
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30 novembro 2019
08 março 2018
O REFERENDO MALTÊS SOBRE A ADESÃO À UNIÃO EUROPEIA ATÉ FOI A SÉRIO
Já não é a primeira vez em que, mais recentemente, tenho evocado aqui referendos realizados em Malta*. O da evocação de hoje teve lugar há precisamente 15 anos, a 8 de Março de 2003, e nele se decidia a vontade dos malteses em aderir ou não à União Europeia. Como se pode ler no mapa acima, a participação dos malteses foi elevada (91%) e a conclusão foi disputada, embora clara (53,6% a favor da adesão). Eu bem sei que Malta é um país pequeno das franjas da Europa a que não se presta grande atenção, mas, se evoco o referendo maltês, é para destacar como ele contrastou com os realizados naquele mesmo ano nos outros países que vieram a ser admitidos na União Europeia em 2004, onde se registaram grandes unanimidades, mas baixas participações, como se, nesses países, a adesão fosse apenas o fado que fora traçado pelas elites nacionais. Eram tempos diferentes, em que as opções pareciam poder ser apresentadas aos respectivos eleitorados como se de uma coreografia se tratasse e os desfechos estivessem garantidos de antemão. Tanto assim que, quase precisamente dois anos depois do referendo maltês, a 12 de Março de 2005, o primeiro-ministro português José Sócrates anunciava na sua tomada de posse, a realização do seu referendo para seguir a moda (abaixo). Azar o de Sócrates que, quando quis seguir a moda, a moda já estava a sair de moda...
* Espero que no caso maltês se continue a empregar o género neutro (em Malta) e, a bem de evitar a cacofonia, não se proceda a uma migração súbita para o género feminino (na Malta) como aconteceu recente e extemporaneamente com Chipre, nesse caso do neutro (em Chipre) para o género masculino (no Chipre).
12 fevereiro 2018
REFERENDOS A SÉRIO QUE DEPOIS NÃO FORAM LEVADOS A SÉRIO
12 de Fevereiro de 1956. Uma notícia local muito discreta anuncia a realização de um referendo na ilha de Malta, então possessão britânica. O que a metrópole propunha, através daquele referendo, aos 320.000 malteses que então viviam na ilha, era a hipótese da integração no Reino Unido. De acordo com a proposta, Malta seria representada em Westminster por três deputados (é esse o significado do postal acima), embora possuísse também parlamento e autonomia interna, num formato semelhante ao que vigorava, por exemplo, na Irlanda do Norte. Simultaneamente, eram feitas fortes promessas de que se iriam tomar medidas concretas para que o padrão de vida médio dos malteses se aproximasse do dos habitantes do Reino Unido. O referendo decorreu durante dois dias. No final, o Sim venceu substantivamente recolhendo 67.600 votos (77%) contra 20.200 (23%) de Nãos, mas com uma baixa afluência às urnas, na ordem dos 90.000 eleitores (59% do eleitorado), a mostrar que uma apreciável percentagem deles (havia cerca de 150.000 eleitores registados) se havia manifestado abstendo-se de participar. De qualquer modo, teria sido uma base eleitoral sólida para prosseguir o processo político da integração, não fosse o interesse progressivamente menor do poder britânico. Para estes, a posição estratégica de Malta no centro do Mediterrâneo perdia gradualmente importância com o encolher do Império Britânico. A nacionalização do Canal do Suez pelos egípcios e o fiasco subsequente terá sido um momento crucial para a descoberta pelo Reino Unido de que Malta perdera todo o interesse. Deu-se assim uma inflexão brusca nos propósitos britânicos, o resultado do referendo livre e democrático de há 62 anos foi convenientemente esquecido e oito anos depois, em Maio de 1964, organizou-se um outro referendo, a respeito de uma nova constituição para Malta que concederia, acessoriamente, a independência ao país. Apesar deste referendo desdizer o anterior, também ganhou o Sim com 65.700 votos (54,5%) contra 54.900 (45,5%) de Nãos, uma afluência de quase 130.000 eleitores entre mais de 160.000 possíveis (79,7%). Malta tornou-se independente quatro meses depois desse outro referendo, a 21 de Setembro de 1964, mas, o que me parece mais importante em toda esta esquecida inflexão política, é a lição de que a importância dos referendos está em convocá-los, nos interesses políticos de quem os convoca e nas perguntas que estes últimos colocam ao eleitorado. Neste caso, a partir do momento em que deixou de interessar ao governo britânico integrar Malta no Reino Unido, o assunto saiu de agenda, independentemente de qual fosse a opinião do povo maltês. Muito engraçados são os exercícios dos nacionalistas malteses a procurar desvalorizar os resultados do referendo de 1956 face ao de 1964. A verdade é precisamente ao contrário: os votos favoráveis registados em 1956 (67.600 - 44% de todo o eleitorado) são até mais do que os de 1964 (65.700 - 40%)...
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25 março 2014
A CHUVA QUE NÃO MOLHA MALTA
Malta é um dos nossos parceiros da União Europeia. Imaginem que a Madeira se tinha tornado independente e com ela teremos uma boa base retocável para descrever Malta. Transferindo-a das franjas do Atlântico para o centro do Mediterrâneo (acima), reduzindo-a nas dimensões (abaixo – a ilha da Madeira tem 740 km², o conjunto das ilhas de Malta 316 km²) e alterando-lhe a morfologia: a Madeira é de formação vulcânica, Malta, com os seus terrenos calcários, de formação sedimentar. Porém Malta, com mais de 400.000 habitantes, tem uma população que é cerca de 50% superior à da Madeira, uma das maiores densidades populacionais da Europa. Climas semelhantes, o turismo é uma actividade fundamental para a economia de ambas. Mas, para terminar, complementarmente a esta comparação e tendo em conta o que são tradicionalmente as prestações desportivas da selecção maltesa de futebol, imagine-se a tragédia futebolística que não seria a independência da Madeira: é que não afectaria apenas a selecção portuguesa lesada com o desaparecimento do seu mago Cristiano Ronaldo; afectaria também o rendimento deste último se acompanhado pelos dez coxos que lhe caberia como companheiros de selecção.
Mas embora situados ambos na zona de fronteira entre Europa e África, e reconhecendo-se pertencentes à primeira, a história dos dois arquipélagos ilhas é totalmente distinta, a começar logo pelo povoamento, pré-histórico no caso de Malta, iniciado apenas a partir do Século XV no caso madeirense. A Madeira foi sempre portuguesa enquanto Malta, mesmo contando apenas a sua história depois do Século XV, foi aragonesa, depois passou a ser administrada pela Ordem dos Hospitalários (1530), de seguida francesa (1798), depois britânica (1800), até se tornar independente em 1964. Apesar de Malta, por causa da sua localização geográfica, se ter preocupado em adoptar uma política de neutralidade durante o período da Guerra-Fria, quando esta acabou procedeu a uma inflexão, fazendo o seu pedido de admissão à União Europeia (1990). A admissão veio a ter lugar em 2004 e em 2008 integrou-se na zona Euro. Malta está localizada na periferia da União, não tem nesta aliados poderosos, não foi um país importante no xadrez do processo de alargamento que teve lugar a partir de 1989 mas, por outro lado, pela sua pequena dimensão, também nunca foi um país propenso a despertar antipatias.
Há cerca de um ano, no seguimento da crise financeira de Chipre, surgiram rumores que algo de muito semelhante ao que se estava a passar com a banca cipriota poderia vir a acontecer com Malta – rumores que foram rapidamente desmentidos. Não impediu que alguns meses depois as agências de notação tivessem discretamente revisto em baixa a classificação atribuída àquele país. É que sempre se pode explicar o quanto se considera que a banca maltesa (ao contrário da cipriota, da irlandesa, da islandesa, etc.) está sólida mas os factos mostram, até aos leigos, que existe um potencial problema congénito: os balanços agregados dos bancos malteses representam cerca de 800% do PIB da Malta. Assim, a solução adoptada tem sido passar mediaticamente desapercebido, o que em linguagem coloquial costumamos designar por passar entre os pingos da chuva. Malta tem a (falta de) dimensão para conseguir isso, assim como – reconheça-se – Alberto João Jardim também o está a conseguir fazer na Madeira. Depois do conceito económico do too big to fail (demasiado grande para falir), descobre-se o conceito oposto do too small to bother (demasiado pequeno para incomodar). Azar o de Portugal, ser um país de dimensão intermédia…
19 março 2013
O «PÉNIS» DE CHIPRE
A língua portuguesa pode ser muito traiçoeira quanto aos géneros dos países. Há muitos do género feminino (a Espanha, a França, a Itália, a Grécia, etc.), há uns poucos do género masculino (o Brasil, o Canadá, o México, o Irão) e os restantes, a começar pelo nosso próprio país, Portugal, são neutros (Angola, Moçambique, Cabo Verde): não se utiliza artigo definido quando a eles nos referimos, nem masculino, nem feminino. Aprendi e sempre ouvi referir-se Chipre (um país pequeno, pouco referido, por sinal), seguindo esta última regra. Foi a regra que adoptei aliás, quando o mencionei neste blogue. Mas foi só com estas últimas notícias de lá provenientes que descobri, não apenas que o emprego do género masculino (o Chipre) será também aceitável, como até que essa regra de masculinizar Chipre estará mais à moda, considerada a sua adopção pelos jornais de referência. Há quem (com graça) ironize com esta criatividade jornalística, e nos prepare para futuras referências à Malta, esse outro pequeno país mediterrânico da zona Euro a que ninguém se refere e que também está ameaçado de se ver catapultado um dia destes para as primeiras páginas dos jornais. Mas muito mais interessante - e com impacto no idioma comum... - seria mesmo antecipar o efeito de uma referência mediática criativa à Angola ou ao Moçambique…
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30 abril 2008
O REI DA ILHA
Muitas daquelas pequenas ilhas costumam ter o seu rei, personagem popular que se costuma destacar pelo exotismo do resto da pequena comunidade local. Ainda mais para Sul da Sicília, a Itália tem duas dessas pequenas ilhas, quase propositadamente concebidas para terem reis, que se chamam Pantelária (com 83 km² e 6.000 habitantes) e, aquela que nos interessa para contar a história deste rei, Lampedusa (com 25 km² e também 6.000 habitantes).
Vale a pena comparar a localização estratégica destas ilhas no centro do Mediterrâneo que é muito equivalente à de Malta (316 km² e 402.000 habitantes). Durante a Segunda Guerra Mundial, tivesse havido uma outra disposição combativa e uma outra utilização dos seus recursos por parte dos italianos e o controlo do Mediterrâneo Central que foi exercido pelos britânicos a partir da sua possessão maltesa ter-se-ia revelado muito mais difícil, senão mesmo impossível.Lampedusa é uma ilha aprazível, que geologicamente pertence ao continente africano – está situada a pouco mais de 200 km das costas da Sicília, mas apenas a 115 km das costas da Tunísia. Para a alcançar, a viagem num barco vindo de Itália dura cerca de oito horas, mas vindo da Tunísia, a durção é sensivelmente metade desse tempo. O nome da ilha recorda-nos o autor do famoso livro O Leopardo, Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957), que foi um descendente directo dos senhores feudais da ilha.
Mas a suserania daqueles foi posta claramente em causa durante a Segunda Guerra Mundial, A 10 de Junho, os Aliados, vencedores recentes da Campanha na Tunísia, haviam desencadeado uma ofensiva sobre a ilha de Pantelária que havia sido precedida de uma intensa campanha de bombardeamento de dez dias sobre a guarnição da ilha. Esta, comandada pelo Almirante Gino Pavesi, rendeu-se no dia imediato. A tese dos que defendiam a eficácia dos bombardeamentos parecia justificada.A tese foi seriamente abalada quando, dois dias passados, a 13 de Junho, um piloto de um Swordfish britânico com dificuldades de orientação, o Sargento Sidney Cohen (abaixo), teve que fazer uma aterragem de emergência em Lampedusa e, mesmo sem a necessidade de qualquer bombardeamento prévio, a guarnição da ilha (uma companhia de 127 homens) se rendeu espontaneamente ao piloto recém-chegado… Escusado será dizer que, a partir daí, Cohen passou a ser conhecido como o Rei de Lampedusa…
Ao contrário de muitos outros feitos militares gloriosos, de que apenas se podem ouvir as descrições, é possível recorrer ao You Tube e às imagens de uma aterragem de um monomotor no actual aeródromo de Lampedusa para podermos reconstituir aproximadamente como teriam sido os momentos cruciais do Sargento Cohen, desde o alívio de salvar a própria vida num avião em dificuldades, à resignação de ser feito prisioneiro pelos italianos, à glória de ser considerado o conquistador da ilha…
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16 março 2007
O PRIMEIRO-MINISTRO QUE TINHA UM NOME COM UMA RESSONÂNCIA SUSPEITAMENTE RUSSA
O país onde se passou esta história é Malta, um pequeno país mediterrânico sobre o qual normalmente pouca coisa se sabe, a não ser que tinha uma selecção de futebol que costumava levar umas cabazadas nos jogos internacionais e que entretanto aprenderam a não deixar entrar tantos golos… Em 1987, num dos momentos mais embaraçosos da nossa história nacional recente, a selecção portuguesa chegou a empatar em casa com a equipa de Malta: 2-2. A bem da verdade esclareça-se que, na década de noventa, a nossa selecção recuperou a tradição de lhes enfiar os 4-0 e 5-0 da praxe…Malta é um daqueles países que até está judiciosamente localizado. Olhe-se apenas para o mapa do Mediterrâneo central (acima) e dispensam-se grandes explicações sobre a sua importância estratégica. Depois de quase 270 anos de administração pela Ordem dos Hospitalários (também designada por Ordem de Malta) como bastião contra a ameaça naval turca, foi durante o período das guerras napoleónicas que a Grã-Bretanha se apoderou do arquipélago que entretanto havia caído sob controlo francês (1800). A sua localização e os seus bons portos fizeram de Malta a sede natural da frota britânica do Mediterrâneo.
A importância de Malta aumentou ainda mais com a abertura do Canal do Suez (1869), colocando-a no centro do eixo que, atravessando o Mediterrâneo (Gibraltar-Malta-Alexandria), fazia parte das grandes rotas que ligavam a Grã-Bretanha às suas colónias da Ásia (como a Índia ou a Malásia) e da Oceânia (Austrália e Nova Zelândia). Tornou-se uma colónia britânica razoavelmente próspera, embora a sua enorme densidade populacional (150.000 habitantes em 316 Km2 em 1875 – 475 hab./Km2!*) a fizesse completamente dependente dos recursos do exterior.Na única vez em que a supremacia britânica no Mediterrâneo foi seriamente desafiada, nos 150 anos que durou o seu domínio sobre Malta (entre 1940 e 43), essas forças e fraquezas de Malta tornaram-se evidentes, com a capacidade que a sua localização conferia para que os britânicos atrapalhassem as ligações marítimas entre a Europa e os destacamentos italianos e alemães que lutavam contra si no Norte de África, ao mesmo tempo que os expunha aos problemas de subsistência (nomeadamente alimentar) da própria população maltesa, incapaz de se auto-sustentar.
Pelo seu estoicismo, a população da ilha veio a ser condecorada com a mais alta distinção civil britânica, a Cruz Jorge** (George Cross), a imagem da qual faz hoje parte da bandeira nacional maltesa. Mas os tempos do Império Britânico estavam a chegar ao fim e, sem a presença britânica, Malta teria de voltar ao velho jogo de equilíbrios entre as influências do Norte europeu e as do Sul africano. Já fora assim quando Cartago e Roma se disputavam, ou quando os árabes haviam conquistado as ilhas em 870, para dali serem desalojados pelos normandos da Sicília em 1091.A política maltesa do pós-guerra, muito inspirada na da metrópole, era bipartidária, com um Partido Nacionalista à direita, favorecendo as influências do Norte, e um Partido Trabalhista à esquerda, que encarava de forma muito mais benigna as influências do Sul. Tendo obtido a independência em 1964, sob a égide do primeiro partido, as eleições maltesas de1971 deram a vitória ao segundo, sob a direcção de um líder com o improvável nome de Dom Mintoff, que, de imediato, começou a prosseguir uma política externa muito mais neutral entre os blocos em confronto.
Entre outros gestos significativos, Mintoff pediu aos britânicos que evacuassem a sua base naval em Malta, transformou o país numa República e aproximou-se da Líbia e da União Soviética. Ao tempo, na minha simplicidade ingénua para as análises políticas internacionais, para mais no quadro dominante da Guerra-Fria daquela altura, onde os russos eram sempre maus e tinham nomes com aquela terminação (Miguel Strogoff, do romance de Júlio Verne, por exemplo...), não me pareceu nada descabido equacionar a hipótese que Mintoff fosse um agente russo infiltrado…* Actualmente a população atinge os 400.000 habitantes e uma densidade de 1.265 Hab./Km2.
** E não Cruz de São Jorge, como muitas vezes erradamente se refere, que era uma condecoração da Rússia Imperial, recentemente restaurada por Vladimir Putin. O Jorge em questão da condecoração britânica é o próprio rei que a criou e atribuiu, Jorge VI (1936-1952).
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