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24 junho 2024

A ESTREIA DA CANTATA «CRISTO NOSSO SENHOR VEIO AO (RIO) JORDÃO» DE JOHANN SEBASTIAN BACH

24 de Junho de 1724. Por ser dia de São João, dá-se a estreia em Leipzig de mais uma das cantatas compostas por Johann Sebastian Bach, Cristo nosso Senhor veio ao Jordão (Christ unser Herr zum Jordan kam - BWV 7). O título e a inspiração da obra remete para um hino que fora originalmente escrito ainda no século XVI pelo reformador Martinho Lutero. Leipzig e a Saxónia eram então, e permaneceriam por mais duzentos anos, o bastião do protestantismo luterano.

26 dezembro 2023

«FOI PARA ISTO QUE VEIO O FILHO DE DEUS»

26 de Dezembro de 1723. Estreia da cantata Foi para isto que veio o Filho de Deus (Darzu ist erschienen der Sohn Gottes - BWV 40) de Johann Sebastian Bach. Tornou-se uma das tradicionais composições clássicas associadas ao Natal. Costuma ser executada, segundo a tradição, no dia seguinte, como hoje. A todos os que seguem este blogue com regularidade, votos de continuação de um Feliz Natal.

06 novembro 2017

A PRISÃO DE JOHAN SEBASTIAN BACH

Há precisamente 300 anos, o músico Johann Sebastian Bach (1685-1750) era preso. O que terá feito aquele compositor aos 32 anos, casado e pai de filhos, para lhe ter acontecido isso? Vale a pena contar a história que ali o conduziu. Em finais de 1716, o director musical da corte ducal de Weimar, (onde Bach trabalhava) morreu e foi sucedido no cargo pelo filho, que Bach considerava um incompetente e que o ultrapassara injustamente. Ao longo do ano seguinte o compositor procurou uma nova colocação e, no Verão, encontrou-a, como director musical na corte vizinha do príncipe Leopoldo de Anhalt-Köthen. O duque Guilherme Ernesto de Saxe-Weimar, despeitado pelos pedidos de demissão de Bach a que se recusava a dar provimento, acabou por o prender a 6 de Novembro de 1717, num gesto de prepotência gratuita que só terminou quando libertou o compositor, quase um mês depois (2 de Dezembro), por intercessão de Leopoldo (que também era cunhado de Guilherme Ernesto). Comparando com este despotismo, as prisões dos membros do governo da Catalunha só podem ser justificadíssimas...