22 junho 2015

RONALDO O OBSERVADOR


O que me fez gostar de Ronaldo foi a sua técnica de drible. Ao contrário dos outros magos brasileiros, que pareciam ter um íman dentro da bota, as bolas com o Ronaldo quase pareciam estar num condomínio entre ele e os defesas, só que quando ele progredia, havia um embrulho entre atacante e defensores e no fim era ele que aparecia sempre com a bola controlada, ainda que pelo meio da bagunça ela tivesse estado a metro e meio de si. A relação do jornal Observador com o governo faz-me lembrar a do Ronaldo com a bola: o apoio ao governo aparenta ser tão desprendido quanto o domínio da bola pelo Ronaldo, mas quando chega a altura de defrontar os defesas, o jornal, por muitos considerandos dispersivos que exiba, mostra para o que é que serve e que o resto não passou de simulações para entreter a equipa adversária.

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