Não vale a pena esconder a estupefacção geral e embaraçada (onde me
incluo) como foi recebida a sentença de absolvição dos três administradores do
BPP. Raras vezes se formara uma opinião pública tão sólida na convicção da
culpabilidade dos réus. Mas, depois de resolver este problema mais urgente da
transferência do Jorge Jesus do Benfica para o Sporting, haverá certamente que
aprender com o que aconteceu e rever alguma coisa: a) no sistema financeiro e em quem o supervisiona; ou b) no
sistema mediático/informativo e na forma como ele apresenta os factos e forma a
opinião; e/ou c) no sistema judicial e nos seus vários agentes. Pelos vistos,
pelo que o segundo (sistema) nos deu a conhecer da decisão do terceiro, levar um banco à falência pode ser um acto trivial, o que deseresponsabiliza em parte o primeiro. Nós é que não sabíamos disso e os media
não nos deram essa versão da história. Para o colectivo de meretíssimos o
ministério público terá elaborado uma teoria da conspiração - burla qualificada - que não tinha cabimento. Ou
será que, como se consegue ler nas discretas últimas frases de alguns artigos, este é apenas um de vários processos criminais e contra-ordenacionais que estão em curso no âmbito do chamado caso BPP? De qualquer modo, vou passar a prestar
muito mais atenção ao que diz (e escreve) Isaltino de Morais quando se confessa bom
rapaz...
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