02 novembro 2012

O BORRACHO DE EISENHOWER DE UMA CELEBRIDADE AO ESTILO DE TUTANCÁMON

Há uma anedota antiga que começava por descrever um cliente de um restaurante que se debatia, serrilhando, um borracho que pedira para jantar quando, depois de reclamar com o empregado que assegurara que ele viera directo do ninho, descobre uma anilha numa das patas com uma pequena mensagem incluída. Nela se podia ler, num francês original e numa letra sumida pelo tempo: Ataco amanhã de madrugada. Napoleão.
A notícia da descoberta dos restos de um pombo-correio numa chaminé demolida (i.e., depois de devidamente cozinhado…) que terá participado no Dia D de 6 de Junho de 1944, torna apetecível, inspirado na anedota acima, adaptar o título do episódio para o borracho de Eisenhower. Para que não falte um toque anedótico ao episódio, noticia-se que alguns columbófilos têm pedido que a ave seja postumamente condecorada com uma tal de medalha Dickin, criada em 1943 para homenagear actos de coragem exibidos por animais em situações de guerra.
Para tal distinção, pergunte-se qual o mérito do pombo que, para além de ter falhado na sua missão, apenas por acaso veio a morrer em circunstâncias que vieram a permitir a exumação do seu cadáver tantos anos depois. É o que se chama adquirir uma notoriedade histórica à Tutancámon, um faraó egípcio do Século XIV a.C., que se tornou conhecido, não pela sua vida notável nem pela sua morte anómala, apenas por se ter descoberto onde estava enterrado…

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