13 julho 2007

A REUNIFICAÇÃO DA ÍNDIA

Posta a questão meio em jeito de desafio, se a China ainda tem o problema da sua reunificação com a Formosa, a Índia terá um incomensuravelmente maior: o da sua reunificação com o Paquistão e o Bangladesh… A condução política dos acontecimentos fizeram com que a Partição de 1947 tivesse que ser feita para solucionar os conflitos comunitários que se apresentavam na altura, mas os banais acontecimentos do quotidiano mostram como a religião muçulmana continua a ser indissociável da identidade indiana, na forma como os indianos celebraram a promoção do Taj Mahal a uma das sete novas maravilhas do Mundo.
Ora, o Taj Mahal, símbolo da Índia, como os seus minaretes facilmente comprovam nesta fotografia que o presidente paquistanês Pervez Musharraf ali tirou enquanto turista, é um templo muçulmano… Aliás, como disse no poste precedente, Musharraf nasceu na Índia, em Nova Deli em 1943. O que não disse foi que, por coincidência, o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, que é de confissão sikh, nasceu em território do actual Paquistão, em 1932. Pequenas coincidências como estas nunca afectaram políticas externas, mas dar-nos-ão que pensar, se as concebermos como resultados de um fluxo de ligações entre os dois países que é muito superior ao que qualquer deles está disposto a admitir.

Amanhã não será a véspera do dia dessa reunificação, mas não embarquemos no tabu daqueles - dos dois lados - para quem é conveniente que não se toque neste assunto…

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