14 novembro 2012

M.... INACREDITÁVEL

Convenço-me que o mais dramático da nossa actual situação é a total ausência de confiança que os governados têm sobre os governantes. O núcleo duro do actual governo só pode ser dominado por pessoas inanes que, perante mais outra dose de más notícias, em vez da verdade e de futuro (como o sangue suor e lágrimas de Churchill), último argumento de quem nada mais têm para distribuir, induzem o primeiro-ministro português a repetir elaborações que se revelaram um fiasco ainda há poucos meses (como as tretas das evoluções bastante em linha).
Fazem-no até usar fórmulas que foram originalmente inventadas num tempo em que Pedro Passos Coelho ainda cagava fraldas, na época dos princípios da intervenção norte-americana no Vietname – como a explicação, a propósito da evolução do desemprego, que a actual situação ainda piorará mais, antes de melhorar sem nos querer antecipar muito precisamente quando é que essa melhoria terá lugar... E se a minha metáfora meteu merda é porque em inglês o produto é incontornável quando o tópico é uma mentira inacreditável, como se comprova por esta passagem do filme Aeroplano 2.  

Contrariamente a um preceito que este blogue procura manter, este poste não está traduzido, embora esteja convencido que ele é acessível ao leitor médio. O significado de bullshit deduz-se graficamente e na cena do filme, a hospedeira está a tentar convencer os passageiros que uma situação catastrófica é apenas um incidente menor.

13 novembro 2012

O JARGÃO DO «BUSINESS»

Como qualquer actividade em que não costuma haver mudanças significativas nem frequentes (evoquemos, para comparação, o exemplo das gravatas), o jargão da actividade empresarial precisa de ser sacolejado de quando em vez para criar a impressão que também nele o mundo é feito de mudança. Recordo, apenas para exemplo, o tempo em que se passou a acrescentar valor às empresas, o da rentabilização dos activos ou então o aquele em que os financiamentos não se faziam sem engenharias financeiras. Se percebi bem, um modismo mais actual é que o dinheiro deixou de se ganhar, agora faz-se. E é por causa disso que me lembrei desta passagem de um álbum de Lucky Luke em que o dinheiro feito ficou imperfeito por causa da falta de um lápis de cor…

EXPRESSÕES

Venho recordar a expressão severa de Vítor Gaspar quando prometia tributar desse modo (severo) as transferências para os paraísos fiscais. Abaixo, e a propósito de mais más notícias sobre a execução orçamental deste ano, torno minha a expressão desdenhosamente compadecida de John Cleese (no sketch Silly Job Interview) a respeito dos méritos de um ministro das finanças que foi demasiado gabado. Nota-se que não se quer dar publicidade ao assunto, mas não se pode querer transformar o fiasco numa outra coisa qualquer apenas por se considerar não haver alternativas políticas credíveis/convenientes.

12 novembro 2012

UMA FOTOGRAFIA COM FANTASMAS

Esta fotografia nada teria de especial não fosse o local onde foi tirada, São Petersburgo, e a data, o mês de Outubro de 2012, por ocasião da Festa do Sacrifício, designada por Eid al-Adha em árabe, mas mais conhecida por Qurban entre os muçulmanos que outrora foram soviéticos. Por detrás da névoa quase se adivinha uma desforra do fantasma de Solimão-o-Magnífico sobre o de Pedro-o-Grande.

O RETORNO DAS ELITES À PÁTRIA

Apesar de ter corrido a um ritmo notoriamente mais lento do que o da Suécia por Julian Assange (17 versus 52 meses), é com satisfação que se assinala que hoje parece estar a  cumprir-se (o DN afirma que ele se entregou, o Público que se vai entregar...) a execução do pedido de extradição que as autoridades portuguesas haviam apresentado in illo tempore às suas homólogas inglesas em relação à pessoa de João Vale e Azevedo. Agora que as declarações das elites nacionais parecem andar tendidas, não restam dúvidas que a sua presença e as suas opiniões, como membro da elite dos burlões (que gera muita audiência informativa), faz cá muita falta.
(acima é João Vale e Azevedo ao lado de Al Capone. Ele há semelhanças fatais, não há?).

11 novembro 2012

O 51º ESTADO

Embrulhado nas várias eleições norte-americanas que tiveram lugar a 6 de Novembro, houve um plebiscito em Porto Rico sobre a evolução do seu estatuto político. Até agora, aquela ilha das Caraíbas tinha gozado de uma situação bizarra: é um Estado livre associado aos Estados Unidos (bandeira abaixo, que se confunde com a cubana, com o azul e o vermelho trocados...). O Comité Especial de Descolonização das Nações Unidas (aquele mesmo que se fartava de chatear Portugal nos anos 60 e 70…) é que não se tem enternecido com a retórica da denominação e tem chateado com regularidade os Estados Unidos para que eles concedam a autodeterminação ao tal Estado livre.
Daí a importância deste plebiscito¹ em que 54% dos eleitores se pronunciaram contra a manutenção do actual estatuto numa primeira pergunta e 66% se pronunciaram a favor da integração nos Estados Unidos na segunda. Porém, como o plebiscito não tem cariz vinculativo, torna-se necessário ainda que o Congresso norte-americano concorde com o eleitorado porto-riquenho antes que Puerto Rico (com 9.104 km² e 3.725.000 habitantes) se possa tornar no novo Estado mais oriental dos Estados Unidos (veja-se mapa abaixo). São novos tempos, estes em que já não há certezas que os colonizadores se disponham a ficar com as antigas colónias com estatuto de igualdade.
¹ Uma importância certamente superior à tão propalada eleição da primeira lésbica para o Senado, tanto mais que essa primeira lésbica do Senado já veio lésbica da Câmara dos Representantes (a outra câmara do Congresso) para onde fora eleita em 1999...

10 novembro 2012

O ESTUÁRIO E O FUTURO IMUTÁVEL

Gosto da fotografia deste estuário e gosto da simbologia da enorme curva que o rio descreve antes de chegar ao mar num traçado que se adivinha já ter sido muito diferente e que decerto continuará a mudar com os tempos. Gosto da aparente placidez das águas que deslizam numa imagem onde não conseguimos precisar dimensões – qual é a altitude do morro que bordeja a foz? Quando leio o anúncio de Vítor Gaspar, antecipando que decorrerão décadas antes de Portugal atingir as metas de endividamento, parece-me ouvir um (mau) especialista em hidrografia a justificar porque é que o trajecto deste rio só pode ser aquele e manter-se assim…     
 
Sobre planos de pagamentos internacionais que se estendem por décadas vale a pena evocar o Plano Young, concebido em 1929 para que a Alemanha pagasse as suas dívidas de Guerra (da Primeira Guerra Mundial 1914-18), que se estendia por 59 anos e terminava em 1988! É claro que a Alemanha não pagou, envolveu-se noutra Guerra (1939-45), foi derrotada, foi destruída, continuou a não pagar, a sua parcela ocidental até recebeu ajuda ao abrigo do Plano Marshall, mas torna-se irresistível não aproveitar a coincidência das datas para ironizar que foi só depois da liquidação integral das dívidas (1988) que se deu o Die Wende (1989) e a Reunificação.

O QUE INTERESSA ÀS TELEVISÕES QUE NOS INTERESSE

O objecto acima dependurado é hoje imediatamente reconhecível em todo o Mundo*. Star Trek (e a sua nave) tornaram-se na série de culto de ficção científica mais popular dos Estados Unidos com convenções e tudo. Mas reza a história que ele esteve para não sobreviver ao primeiro ano de exibição (1966-67) quando a sua popularidade a posicionava em 52º lugar entre 94 séries televisivas. E terá sido mais por palpite do que pelas regras do negócio que o executivo responsável da NBC a resolveu manter no ar por mais dois anos.
 
A televisão de modelo comercial norte-americana não existe para produzir obras de arte, nem para atender aos gostos de segmentos minoritários da audiência, nem tão pouco para a deixar esclarecida quanto às evoluções da situação política. Nestas recentes eleições presidenciais, sabia-se que o desfecho iria ser decidido pelos resultados numa dezena de estados marginais. Mais: que, para vencer, o candidato republicano teria que vencer em todos ou em quase todos aquele estados, o que, pelas sondagens, se reconhecia ser muito improvável.
 
Mas não era isso que impedia que, quando se sintonizasse as cadeias televisivas (nacionais e nativas) na noite eleitoral se encontrasse um ambiente de pré-competição desportiva, no estilo está tudo em aberto para que houvesse mais emoção no ar.  Informativamente, entre o rigor e o espectáculo, é um axioma dos homens da televisão que o segundo produz muito mais audiência. Afinal, o interesse publicitário é deixar-nos pregados em frente ao televisor e não tirarmos facilmente as nossas conclusões, desligarmos o aparelho e irmos dormir…  

* Trata-se da maquete original da USS Enterprise (NCC-1701).

09 novembro 2012

A VIOLÊNCIA DA VELHICE

Jean-Claude Coutausse (1960-    ) é um fotojornalista francês que se especializou em acompanhar conflitos e catástrofes e o seu cortejo de vítimas pelo Mundo fora. Contudo, no meio das imagens de mortos, feridos, desalojados e demais pessoas que tentam normalizar a existência em circunstâncias anormais, a fotografia mais violenta que lhe conheço terá sido tirada em 1993 ao virar da esquina, em Villejuif nos arredores de Paris, num eufemisticamente designado Centro Geriátrico. A imagem é de uma banalidade confrangedora mas, mais do que as outras do mesmo autor, toca-nos a todos.

CRÓNICA DE UMA CATÁSTROFE ANUNCIADA

Em Abril de 1969, Marcello Caetano exibe-se triunfante do alto de uma escada de embarque de avião antes de embarcar no Boeing 707 da TAP que o irá levar num périplo de semanas pelas três principais colónias de África de onde regressará convencido pela manutenção do essencial da política ultramarina que até aí fora implementada pelo seu antecessor Oliveira Salazar. Às vezes as catástrofes (neste caso política, mas com os custos humanos inerentes) não resultam da queda de uma aeronave; aliás, para que esta catástrofe se viesse a concretizar no futuro foi mesmo até preciso que as viagens decorressem sem história…  

08 novembro 2012

MESMO SE EU TIVESSE VINHO…

– Eu não tenho dotes oratórios. (Apoiado! Apoiado!) Eu não tenho hips! …não tenho palavras – Eu não tenho vinho! – mas tenho uma coisa cá dentro urrps!... (Isso não será ar na canalização?) …sinto uma coisa cá dentro que deve ser sastifação porquós preciosos enlaces que se realizam neste dia que eu desejo que se repiih! …repitam por muitos anos e bons! (aqui, a partir dos 4:20)    
 
Mesmo sem ter o reconhecimento de um Padre António Vieira, o actor Manuel Santos Carvalho (acima) tem o seu lugar na oratória portuguesa do Século XX. A sua incapacidade para a concretização verbal do lirismo extremo das situações em que toma a palavra (incapacidade essa que é reconhecida pelo próprio e pelos circundantes aos gritos de Apoiado!) e que é de imediato afogada em vinho (daí a impossibilidade de discursar de copo seco), é um marco histórico de um certo estilo de que me lembrei ao ler esta referência ao sétimo aniversário do Herdeiro de Aécio no blogue Âncoras e Nefelibatas. É que é um gesto tão simpático que eu não tenho palavras… e mesmo se tivesse o vinho que socorria Santos Carvalho creio que continuaria a não estar – fora os soluços... –  à altura de agradecer devidamente os elogios do poste de V. Rodrigues.        

07 novembro 2012

O «CLUSTER» DA PRAÇA DE CLICHY

Se, já aqui me referira a um cluster que existia antes de Michael Porter ter popularizado o conceito, fora a um imaginado na BD. Este aqui percebe-se fotograficamente e é ainda mais antigo, pela autoria de Brassaï na década dos anos de 1930, reunindo numa única imagem vários hóteis contíguos perto da Praça de Clichy em Paris. sem necessidade de porteiros, sinalética ou halls exuberantes, porque operavam num ramo de hospedagem um pouco específico... 

UMA VIDA DE SEIS VOLUMES

Ontem, de passagem num blogue das redondezas encalho num daqueles obituários em que se torna indispensável explicar previamente a importância do defunto enquanto vivo e deparo-me com uma senhora que escrevia. Muito. Tanto que, conforme se pode ler no registo em causa, além de doze romances e vários ensaios históricos, a sua autobiografia tem 6-seis-6 volumes! Será muita riqueza interior, para além de um narcisismo merecedor de se mandar revestir com verniz… É comparado com estes vultos que Miguel Relvas não passa de um desgraçado que queria passar por doutor.

06 novembro 2012

UCRÂNIA 2012

Completamente ofuscadas pelas presidenciais norte-americanas, realizaram-se no fim-de-semana anterior eleições legislativas na Ucrânia. Passam-se os anos, sofisticam-se os meios, convidam-se estrelas mundialmente reconhecíveis (acima, o futebolista Andriy Shevchenko) para as abrilhantar, mas o estilo parece não ter evoluído praticamente nada desde a era soviética. Mais do que a votação propriamente dita, o escrutínio dos votos depositados nas urnas continua a ser uma operação fundamental para o resultado final. Enquanto escrevo o poste e apesar do governo já ter reclamado a vitória, ainda não existem propriamente resultados oficiais, os partidos da oposição já reclamaram por fraudes, a delegação da União Europeia já exortou as autoridades a apresentarem uma versão concluída dos resultados do escrutínio, enfim toda aquela coreografia pós-eleitoral clássica inerente às orlas semi-democráticas da Europa civilizada.
Para além desta espuma noticiosa, o que me parece mais interessante dos resultados (considerando-os fiáveis…) destas eleições ucranianas são os resultados que foram alcançados por alguns partidos secundários. O quarto lugar, com 13,2% dos votos e 32 deputados (em 450) foi alcançado pelo Partido Comunista Ucraniano, dirigido por Petro Symonenko (acima) secretário-geral desde há 19 anos, um homem que anda nisto desde sempre (do período soviético), um indício seguro que o partido é dirigido como deve ser. É sempre bom trazer alegrias aos comunistas portugueses mesmo se eles adoptam aquela técnica de acompanhamento do assunto à Benfica B: Mesmo que se ignore quem lá joga ou contra quem joga e até a própria classificação, impõe-se que qualquer benfiquista nunca expresse desinteresse público pela prestação do Benfica B na Liga Orangina. Assim, é muito provável que o Avante! venha a dedicar um artigo saudando o reforço das posições do PCU nas eleições ucranianas, mesmo que quem o escreva não perceba nada da política local – como às vezes acontece
O quinto lugar entre os partidos mais votados foi alcançado por uma formação do outro extremo do espectro partidário, que se intitula LiberdadeSvoboda no original. O seu líder chama-se Oleh Tyahnybok (acima) e irá dirigir um grupo parlamentar de 37 deputados eleitos por 10,4% dos eleitores. Como outras organizações congéneres que despontaram recentemente (estou-me a lembrar da Aurora Dourada grega), trata-se – depois de anos a chamar pelo lobo na brincadeira… – de uma formação de extrema-direita a sério, xenófoba, que é cultural mas também etnicamente anti-russa e anti-semita. Há certas passagens dos discursos de Tyahnybok ;que dão vontade de pedir a Telavive que transfira o seu embaixador em Lisboa (Ehud Gol - abaixo) para Kiev, que ficará colocado num país onde haverá quem tratará as suas exortações públicas com uma simetria adequada. Porém, o que é relevante é que, em conjunto, as duas expressões dos extremos do espectro político aumentaram a sua votação 17,5% em relação ao último acto eleitoral…
Contudo, e por muito que os resultados eleitorais registem evoluções paralelas, a Ucrânia (ao contrário da Grécia) não pertence à União Europeia nem está sob intervenção de uma troika… Mas, se calhar, lá dirá o ditado que pelas costas dos outros vemos as nossas e o eleitorado ucraniano estará a debandar para novas experiências políticas como acontecerá, suspeito, com alguns eleitorados europeus quando vierem a ser consultados... O que acontecerá estatutariamente antes destes mais cinco anos de austeridade pedidos por Angela Merkel.

05 novembro 2012

O MILITAR MAIS CONDECORADO

Ainda a propósito de condecorações – de condecorações de esquerda, mas de uma certa esquerda... - relembro que um Marechal da União Soviética que se prezasse (acima o retrato é de Jukov) tinha de ter o peito ornado de condecorações tantas e dispostas de forma tão cerrada que fizessem lembrar as cotas de malha dos cavaleiros medievais. Mas, mesmo assim o mais condecorado de todos os militares que conheço tem de ser o Coronel Rata Hôsoja, o superior hierárquico de Taka Takata (abaixo) no Exército Imperial Nipónico, cuja enorme colecção permitia ornar os peitos de quatro militares em simultâneo, apesar do sumiço da Grã-Ordem do Elefante Unipernado da Beluschistânia (abaixo).

O BONECO DA «MAIORIA SILENCIOSA»

Os membros da organização que convocaram a manifestação da maioria silenciosa para o dia 28 de Setembro de 1974 seriam certamente muito devotados ao general Spínola mas eram uns incompetentes em tudo o resto. A começar pelo cartaz da convocatória (acima), onde o boneco representativo da tal maioria silenciosa aparecia com um desenho de olhos a parecerem que estavam cobertos com aquele tipo de vendas com que se convencionava identificar os ladrões...
Recebida de mão beijada, os comunistas pegaram na aparência vígara do boneco afixado pelas paredes e levaram-no a um novo requinte de malvadez (mais bem concebido até que o original), devidamente fardado, com o S (de Salazar - que era ostentado no cinto pela mocidade portuguesa) transposto para a gola, cifrões capitalistas nas platinas do dólman e uma abrangente colecção de condecorações que iam da ANP, aos nazis, à CIA, mesmo até às flores-de-lis de Luís XVI…
Tanto foi o seu sucesso que, mesmo ao ritmo alucinante do PREC, um ano depois o boneco ainda podia ser aproveitado para representar a reacção embora agora calhasse a vez aos comunistas de se mostrarem incompetentes quando o representam em saudação fascista ao lado de um Spínola que há muito a revolução devorara. Aquilo que eles agora designavam por reacção era outra gente, que por acaso se sentia legitimada para se lhes opor por causa dos quase 80% de votos populares não comunistas

04 novembro 2012

TUDO GENTE «GIRA»

Ainda a pretexto  de Frank Sinatra (1915-1998), o tal que se ia retirar em Junho de 1971, podemos apreciar esta fotografia sua de Abril de 1973 na Casa Branca, já depois de regressado do tal retiro, em companhias interessantes mas adequadas ao local: à esquerda Giulio Andreotti (1919-    ), primeiro-ministro italiano à época, e a sua esposa e à direita os anfitriões: o casal Pat e Richard Nixon (1913-1994). Uma associação feliz daquele que é considerado o mais mafioso dos políticos italianos, do mais mafioso dos cantores norte-americanos e do mais mafioso dos presidentes dos Estados Unidos.    

SÉTIMO

 E é caso para perguntar se haverá oitavo aniversário ou, havendo-o, se ele será na mesma plataforma Blogger em que o Herdeiro de Aécio tem vindo a ser escrito desde o inicio. O tempo passa e, por muito que quase tudo na relação seja impessoal, desenvolve-se uma simpatia entre ambos que nos fere quando a elaboração e publicação dos postes falham repetidamente como tem vindo a acontecer ultimamente. Há que reconhecer que Ups! Isto é um erro. Pedimos desculpa pelo incómodo...      
é um pedido de desculpas mais honesto do que aquele que teríamos direito a ouvir de Vítor Gaspar por causa das suas responsabilidades pela execução orçamental deste ano. Mas não chega. Contudo, a vida é feita de paradoxos e, se quem gere o Blogger tem de se submeter às leis da concorrência e arriscar-se a perder clientes a curto prazo por causa de erros à sua responsabilidade, há quem ideologicamente idolatrize essas leis como Vítor Gaspar, mas me pareça muito mais protegido dessas consequências...
 
Ou será que se pode mudar da plataforma Ministério das Finanças para uma outra que funcione melhor?...

03 novembro 2012

SAÍDAS EM FALSO

Assim como Frank Sinatra encenava em Junho de 1971 uma despedida de carreira que a sequência de eventos iria desmentir (acima), ele há saídas da política em Portugal que deviam ser anunciadas com o carimbo de FALSIFICADO pregada nelas. Há as folclóricas e repetidas, acompanhadas de justificações inverosímeis, como é o caso de (mais esta de) Alberto João Jardim. E depois há as surdas e cínicas, cuidadosamente redigidas para o futuro, como a de Francisco Louçã, de saída aos 56 anos, por acaso a mesma idade com que Cavaco Silva anunciou algo muito parecido há 16 anos atrás...      

DUAS IMAGENS DO ORÇAMENTO 2013

 A de cima pretende ser cómica e referir-se-á mais à aparência física do documento, a de baixo é mais um desejo para que o mesmo na versão clássica tivesse alguma utilidade - se impresso em papel macio e absorvente...