07 maio 2017

ABAIXO O FASCISMO!

Cartaz de 1951 do Partido Comunista Francês, malbaratando o uso da palavra Fascismo em de Gaulle (que se opusera, como mais ninguém, entre 1940 e 1944 ao regime de Vichy!), em vez de o preservar para ocasiões como hoje, em que o slogan, agora sim, contra a Frente Nacional faz todo o sentido!
 

A VOLTA À GÁLIA (8)

De toda esta cena, Sena acima, as minhas mais precoces memórias vão para o barulho que faz o nariz de Obélix, quando Astérix lhe espeta o dedo, num cumprimento que, apesar da indiscutível amizade que os une, não se pode dizer que seja lisonjeiro...

06 maio 2017

A TRAGÉDIA DO HINDENBURG

Depois de 1933 e da ascensão de Hitler ao poder, o Zeppelin, a pairar com as suas cruzes gamadas na cauda à vista de todos, havia-se transformado em muito mais do que um mero meio de transporte. Dava-se a casualidade dele estar presente nas ocasiões propícias. Acima, vêmo-lo a 10 de Junho de 1935 (Dia de Portugal) por sobre Lisboa, abaixo vêmo-lo a 8 de Agosto de 1936 sobre Nova Iorque, com um valor promocional junto dos americanos muito superior ao dos Jogos Olímpicos que simultaneamente estavam a decorrer em Berlim.
Mas é precisamente esse valor simbólico que a aeronave havia adquirido que torna mais importante as imagens filmadas da sua destruição, que aconteceu a 6 de Maio de 1937, completam-se hoje precisamente 80 anos. Deu-se a circunstância de haver várias câmaras a cobrir o acontecimento, mas, perante a violência das imagens tão impressionantes, normalmente não se esclarece que sobreviveram ao desastre quase ⅔ (62 em 97) das pessoas que seguiam a bordo do Hindenburg - embora muitos dos sobreviventes tivessem sofrido queimaduras.

A VOLTA À GÁLIA (7)

Repare-se que em Ruão os nossos dois heróis nem tempo têm de se abastecer de qualquer artigo da gastronomia local, quiçá uma cidra, Entre as referências possíveis à cidade, há a que Goscinny não pôde incluir, que são a dúzia e meia de quadros que Monet pintou da fachada da catedral local e há as que Goscinny não quis incluir, qualquer alusão a que Joana d'Arc foi ali queimada em 1431, por exemplo.

«PORTO RICO DECLARA UMA FORMA DE FALÊNCIA»

Há quase precisamente um ano havia-me referido à previsível falência de Porto Rico. Um assunto que parecia não interessar praticamente a ninguém, nomeadamente àqueles que se interessavam sobremaneira sobre potenciais falências na Europa, especialmente algumas falências como a da Grécia, em particular, que humedecia os sonhos de José Manuel Fernandes em ver concretizar-se uma justiça divina sancionatória dos irresponsáveis que estoiravam o dinheiro e, ainda por cima, votavam nas pessoas pouco recomendáveis do Syriza. Mas isso agora já não interessa nada... Pelos vistos e quanto a Porto Rico, as coisas têm-se vindo a arrastar e só passado um ano algo se concretizou e, mesmo assim, a acreditar no que escreve o New York Times, não se trata de uma falência convencional, mas de um certo formato de falência. De qualquer modo, o montante em causa cifra-se nos 123 mil milhões de dólares entre dívida e obrigações para com pensionistas (o equivalente a 60% do PIB português, para dar uma ordem de grandeza) e tratar-se-á de um salto no desconhecido quanto aos efeitos que estes processos podem desencadear, já que a última grande falência institucional nos Estados Unidos foi o da cidade de Detroit envolvendo um montante sete vezes inferior (trocos, apenas 18 mil milhões de dólares). Vai ser assunto interessante mas difícil de acompanhar porque: a) desta vez, a culpa não é do Trump; b) nem dos maus: o Kim Jong Un, o Putin, o Assad ou o Erdogan; c) nem se passa na Europa e d) não rende, nem tem utilidade converter o problema de financeiro em ideológico.

05 maio 2017

«...TO BOLDLY GO WHERE NO PRESIDENT HAS GONE BEFORE.»

Depois de teletransportado até à USS Enterprise do capitão Kirk, Donald Trump parece apostado em ir ousadamente até onde nenhum presidente dos Estados Unidos havia ido antes dele.

A VOLTA À GÁLIA (6)

Milagres da simplificação de uma história de BD, um dos percursos mais extensos da Volta à Gália é realizado pelos nossos heróis a pé e demora pouco mais do que meia prancha. Quando ao estilo das respostas pouco comprometidas, trata-se de uma idiossincrasia local (p’têt ben qu’oui, p’têt ben qu’non) que é conhecida por resposta de normando. Ruão é a capital da Normandia.

04 maio 2017

UMA CERTA FORMA GASTRONÓMICA DE AGREDIR OS CANDIDATOS

Hoje foi Marine Le Pen a ser acolhida com um ovo (abaixo), a François Fillon calhara-lhe farinha há umas semanas (mais abaixo) e a Emmanuel Macron também lhe haviam calhado outro ovo há coisa de mês e pouco (ainda mais abaixo). Só ficou a faltar o açúcar para o bolo... Uma coisa parece certa, parecendo dar significado à reputação da excelente cozinha francesa, a sua agressividade política mais simbólica reveste-se de uma inquestionável faceta gastronómica...



A VOLTA À GÁLIA (5)

Repare-se no anacronismo de que a Volta à Gália é desenhada por um itinerário que passará por várias cidades (assinaladas com pequenas pedras) que está traçado sobre um desenho que mostra o contorno das fronteiras da França de 1815 a 1871 e de 1919 para cá. Contudo, a verdadeira Gália da época romana é de contornos muito mais difusos, conforme o mapa abaixo. Na sua Volta à Gália Asterix vai passar por cidades que se situavam nas províncias romanas da... Bélgica e da Germânia.

MACRON PODERÁ VIR A SER UM DOS LÍDERES COMPARATIVAMENTE MAIS JOVENS DE SEMPRE

Como muito bem o faz notar a revista The Economist, a provável eleição de Emmanuel Macron para a presidência francesa será a de um dos líderes comparativamente mais jovens de sempre. Por uma primeira vez, a idade do presidente de França (39,4 anos) será inferior à da mediana da população do país (41,0 anos). Esclareça-se que a idade mediana é um conceito estatístico que difere ligeiramente da idade média: é o valor central onde metade da população é mais velha e a outra metade mais nova. A revista britânica elaborou o gráfico acima, onde compara as idades dos líderes de quatro grandes países nos últimos sessenta anos (França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos), onde esse aspecto inédito da idade de Macron aparece destacado a vermelho. Note-se pela evolução dos gráficos que aquela circunstância se deve não apenas à juventude de Macron, mas também ao envelhecimento progressivo da população nos países ocidentais. Para acrescentar como o efeito deste último envelhecimento é importante empregando um exemplo português, diga-se que em Junho de 1976 Ramalho Eanes foi eleito presidente da República com apenas 41,4 anos; porém, na altura, a idade mediana da população portuguesa era de 30,0 anos (actualmente é de 43,5 anos e Eanes, se fosse eleito com aquela idade, estaria nas mesmas circunstâncias de Macron).

«WE SHALL FIGHT ON THE BEACHES (...) WE SHALL NEVER SURRENDER»

Esta é a capa da edição de hoje do jornal britânico The Guardian. Percebe-se agora, depois de meses a pretender que tudo iria correr pelo melhor, qual é o mote escolhido para a campanha eleitoral que começa: apontar para Bruxelas, e considerá-la o inimigo. Theresa May tem até algumas das melhores peças de retórica alguma vez pronunciadas nos Comuns onde se ir inspirar escritas pelo seu antecessor Winston Churchill... Consequência irónica das metamorfoses políticas provocadas pelos resultados inesperados do Brexit, criando uma linha de fractura que atravessa os próprios partidos tradicionais, esta profissão de fé na tarefa da primeira-ministra aparece publicada num jornal que historicamente nunca foi considerado particularmente simpático para os tories.

03 maio 2017

AS MEMÓRIAS DE UM MINISTRO DAS FINANÇAS IMPERTINENTE

O livro das memórias da passagem de Yanis Varoufakis pela pasta das finanças gregas acabou de ser publicado em inglês. Tem por título Adultos na Sala, numa referência alusiva a uma famosa expressão a seu respeito, que se ouviu certo dia empregue por Christine Lagarde do FMI a comentar o resultado das negociações dos credores com a Grécia (no vídeo abaixo, montado pela Euronews há cerca de dois anos, aparecem com o comentário deselegante de Lagarde todos os nossos amigos de Bruxelas, a começar por Jeroen Dijsselbloem e a rematar por um compostinho ministro das Finanças da Finlândia, que evidentemente concorda com as opiniões anteriores). O subtítulo do livro é mais esclarecedor: a minha batalha contra o establishment europeu mais profundo.

Diga-se que, se se tratou de uma história de David contra Golias com o desfecho injusto, conforme a quiseram descrever, este David foi muito menos ingénuo e muito menos modesto do que havia sido o original bíblico. Alguém gizou na época dos maiores embates (reuniões) entre Grécia e credores uma estratégia mediática à volta do ministro das Finanças grego que o transformou no contraponto público aos poderes fácticos da União Europeia. Tornou-se um fenómeno de popularidade (abaixo) sujo sucesso fiquei sem saber a quem dever atribuir, se à vaidade do próprio, se a uma confederação de poderes que se opunham aos fácticos mencionados anteriormente. Talvez a edição deste seu livro de memórias possa mo vir a esclarecer...
É evidente que, tendo sido publicadas hoje, ainda não li o livro de Varoufakis. Mais, nem sei se terei, confesso, disposição para o fazer. No entanto já tive oportunidade de ler uma recensão que, publicada no The Guardian, é moderadamente simpática para com o autor. Algumas das revelações do livro nem são novidade: que Merkel e Sarkozy sabiam que o colapso financeiro da Grécia arrastaria atrás de si os principais bancos dos seus próprios países. Mas o que me interessa sobremaneira é a dimensão do interesse mediático que este livro possa suscitar. Houve a época abrangida pelo livro em que a Grécia pareceu o país mais importante da Europa. Ao longo de 2015 um opinion-maker cá do burgo como José Manuel Fernandes dedicou-lhe pelo menos 12 artigos (abaixo). Depois a Grécia saiu de moda. Ao longo de 2016 esse mesmo opinion-maker dedicou-lhe 0 (zero) artigos. Vamos lá a ver se a publicação deste livro combinado o vedetismo de Varoufakis tem a capacidade de trazer a questão grega novamente para a ribalta e, já agora, voltamos a ler as reflexões dos opinion-makers.

A VOLTA À GÁLIA (4)

Eu bem sei que estas histórias não são para levar escrupulosamente a sério, mas há algo de absurdo na construção pelos romanos de uma paliçada à volta de uma aldeia que, por sua vez, aparece desenhada cercada de uma outra paliçada, essa construída pelos próprios gauleses... Mas é importante para causa da aposta que é o cerne da história.

O DESTINO

Mapa das migrações europeias nos 18 anos que se seguiram ao fim da Segunda Guerra Mundial e mapa das migrações europeias 25 anos depois do fim da Guerra Fria. Apesar dos 50 anos que separam os dois mapas e mesmo tendo mudado as nacionalidades de alguns dos migrantes, mantêm-se os destinos e o sentido das setas.

02 maio 2017

SÓ NA PROPAGANDA POLÍTICA É QUE SE FAZEM OMELETES SEM OVOS

Alguém me chamou a atenção para esta notícia publicada ontem no El País. Tem a grande virtude do nosso país não ser o objectivo principal do artigo. Por isso, o indicador macroeconómico que aparece mencionado, o do investimento público em % do PIB no caso português, é apenas destacado por ser um consolo lateral para que a Espanha não apareça na cauda da Europa. É Portugal que lá figura conforme se observa no último quadro da imagem acima, com um valor mínimo de 1,5% do PIB, abaixo dos 1,9% registados pela Espanha e pela Irlanda. Porque, falando de outro indicador macroeconómico, é sempre bom obterem-se sucessos na execução orçamental (abaixo), com um défice ainda melhor do que o que ali está descrito: 2,0%. Mas também é sempre útil que se saiba e se tome consciência do que se sacrificou (investimento público) para que esses sucessos fossem alcançados, que isto dos milagres de se alcançar o bom em troca de nada é coisa que já nem em Fátima, agora só existe mesmo nos discursos e na propaganda política...

A VOLTA À GÁLIA (3)

Os lamentos daquele legionário que, na terceira linha da página, faz fila para ser atendido na enfermaria faz-me lembrar, adaptadas as circunstâncias, os lamentos populares que se faziam aos resultados alcançados em 2012 e 2013 pelas políticas de Pedro Passos Coelho e de Vítor Gaspar, as tais que iam para lá da troica. Como Lucius Flordelotus, para agradar lá longe a César, também aqueles dois levaram a sua por diante, para que o resultado fosse que tudo parecesse continuar essencialmente na mesma, à excepção dos corpos e do ânimo dos afectados...

OS CICLOS POLÍTICOS DE QUEM, TENDO FEITO MUITO, PARECE NÃO TER APRENDIDO NADA

2 de Maio de 1997. Há precisamente 20 anos, Tony Blair, a muito poucos dias de completar 44 anos, tornava-se no primeiro-ministro do Reino Unido, depois da clamorosa vitória que o Partido Trabalhista registara nas eleições disputadas no dia anterior, onde alcançara a maior maioria parlamentar da sua história. Fora uma vitória de uma nova geração de dirigentes trabalhistas - Tony Blair era o mais jovem primeiro-ministro de todos os que haviam ocupado o cargo nos 170 anos precedentes - mas fora também a vitória de uma inflexão ideológica no trabalhismo histórico que se consubstanciava num slogan que levara Blair à liderança do partido e que fora muito promovido depois durante a campanha eleitoral: New Labour.
Contra aquela vitória tão retumbante, as reclamações nunca foram particularmente sonoras nem, sobretudo, abundou quem estivesse disposto a promovê-las, mas a inflexão e a nova simbologia (da rosa...) provocavam uma visível desconforto entre os históricos, veteranos trabalhistas que haviam sido proeminentes da última vez que o partido estivera no poder (com James Callaghan), vinte anos antes. Um pouco à semelhança do que acontecia em Portugal entre Guterres e Soares, era difícil compatibilizar o que haviam sido os valores históricos da esquerda democrática numa época que desaparecera depois de 1989 com os objectivos de vencer eleições num quadro ideológico que se desequilibrara brusca e acentuadamente para o lado dos interesses do capital.

Vinte anos depois é esse mundo, que era novo há vinte cinco anos, que parece em vias de se desmoronar por sua vez. Cada eleição que se realiza - foi o Brexit, foi Trump, felizmente não aconteceu nada na Áustria ou na Holanda, mas agora são as presidenciais francesas - tornou-se uma agonia e é perante o desmanchar de estas outras ilusões que se vê Tony Blair a admitir regressar à ribalta como se, como outrora pensara Callaghan (e também Soares...), ele ainda fosse capaz de dar corda ao relógio para fazer os ponteiros andarem para trás...

01 maio 2017

A VOLTA À GÁLIA (2)

A personalidade de Obélix destas histórias iniciais, estando já caricaturada nos traços grossos da simplicidade e da superficialidade, ainda não está perfeitamente definida nos detalhes e pode revestir-se de um egoísmo infantil que nem sempre se torna simpático para o leitor, como aqui acontece. No resto, a ironia da cena é feroz: é o poderoso exército romano de ocupação que progride furtivamente pela floresta e é o seu comandante que aguarda o choque com o inimigo evocando a mãezinha!

UMA CERTA CONVERSA DE COSTUMES

Como se outra demonstração fosse precisa, a deserção de inúmeros quadros da sua estrutura de apoio parece mostrar que a decisão de Nicolas Dupont-Aignan de apoiar Marine Le Pen para a segunda volta das eleições presidenciais não foi totalmente bem acolhida junto dos 1,7 milhões de eleitores que o haviam preferido nas eleições do Domingo passado. Haverá quem vote por Marine Le Pen e haverá quem prefira Macron, por muito que o homem (Dupont-Aignan) haja sido comprado com o hipotético cargo de primeiro ministro. Como tem sido tradicional, tanto em França como noutros países onde se realizam eleições a dois turnos, para o que verdadeiramente interessa (a contagem de votos nas urnas), uma esmagadora percentagem dos eleitores costuma decidir autonomamente ao barulho que se faz ouvir. É apenas do interesse mediático - e agora das redes sociais - explorar aquilo que cada candidato eliminado possa ter a dizer sobre os que ficaram e ir com isso enchendo os chouriços da campanha da segunda volta, onde a novidade dos discursos dos candidatos ainda em disputa já costuma estar um bocado desgastada. Mais concretamente, andar a beber as palavras de Jean-Luc Mélenchon para o defender ou para o atacar quanto ao que ele possa dizer onde se deve ir votar, num debate onde (já li por aí escrito nas redes sociais) já deixou de haver opiniões discordantes para se recuperar a fraseologia poeirenta das posições justas (versus as outras que serão injustas...), é chegar a um momento de infinito enfado: estes gajos da esquerda caduca não aprenderam nada do passado e continuam sem juízo nenhum! Quantos milhões pensam eles que serão arrebatados pelas inflexões semânticas das frases entretanto proferidas pelo candidato da extrema esquerda?...

VOCÊ COSTUMA AVALIAR OBJECTIVAMENTE A IMPORTÂNCIA DO QUE LHE NOTÍCIAM?

Se faço a pergunta que figura em título é porque há muitos anos, 87 para ser preciso, o dia 18 de Abril de 1930 calhou ser a Sexta-Feira Santa. E essa particular Sexta-Feira terá sido tão santa em Inglaterra que o noticiário radiofónico do fim da tarde da BBC (que era transmitido às 18H30) constou apenas das seguintes frases: «Boa Noite. Hoje é Sexta Feira santa. Não há notícias.» Seguiu-se a interpretação de uma pequena peça musical ao piano para ocupar o tempo que costumava ser dedicado à leitura das notícias que, por aquela vez, não havia. O episódio celebrizou-se depois e é recorrentemente evocado. Mas o motivo pelo qual nos rimos dele ou o tomamos para reflexão tem vindo a modificar-se subtilmente ao longo das décadas, à medida que o tempo passa e a informação se torna mais sofisticada.

Ou, para transportar a questão para o campo mais moderno e mais complexo das notícias sobre as (não) notícias e para uma (não) notícia concreta publicada hoje (1º de Maio de 2017): qual o propósito de transformar em notícia (no Expresso, no Observador, abaixo) uma opinião de Marques Mendes que é a mesma da que é subscrita pela esmagadora maioria da opinião pública? Que tal substituir tais cabeçalhos por um: «Boa Noite. Hoje é o 1º de Maio e ontem, como aliás tem sido costume e apesar da promoção incessante dos órgãos de informação do grupo da Impresa, Marques Mendes tornou a não dizer nada de interessante»?...