10 janeiro 2024

PROVAVELMENTE O SORRISO MAIS FALSO DA POLÍTICA PORTUGUESA

Ainda muito recentemente o vimos reaparecido nos ecrãs por ocasião do congresso do PS do passado fim de semana (imagem mais acima), mas a evocação que hoje aqui se faz de António Vitorino tem precisamente quarenta anos, quando, desertando da UEDS onde então militava, Vitorino aceitara as funções de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares no governo do Bloco Central (PS/PSD) dirigido por Mário Soares. Fora mais um salto da efervescente carreira política do ambiciosíssimo jovem advogado (que estava a dois dias de completar os 27 anos). Anteriormente, a militância política de António Vitorino passara por várias versões de alas mais à esquerda do PS, mas sempre do lado de cá do comunismo ortodoxo: desde a FSP (Frente Socialista Popular), nos tempos animados do PREC, ao MSU (uma coisa de intelectuais que possuía uma inexplicável ressonância mediática, como aqui já evoquei neste blogue), até à UEDS (União da Esquerda para a Democracia Socialista). Agora tratar-se-ia da respeitabilidade governamental para a jovem estrela política que ali começava a sua ascensão. O preço a pagar por tal ascensão seria a (péssima) reputação que granjeara entre os vários grupos de companheiros políticos que deixara sucessivamente para trás. A notícia tinha o destaque de aparecer na primeira página. E aí começava - também - uma imagem pública de falta de confiança e de pouca simpatia pelo novo governante socialista, que não é nada ajudada, convenha-se, pela falta de verosimilhança do seu característico sorriso (abaixo), especialmente quando é acompanhado de um esfregar contínuo de mãos que nunca pressagiou nada de bom...

Sem comentários:

Enviar um comentário