17 janeiro 2019

A BATALHA DE MONTE CASSINO

17 de Janeiro de 1944. Começa a Batalha de Monte Cassino. Virá a constituir a batalha de referência da campanha que os Aliados travarão pela conquista de Itália durante a Segunda Guerra Mundial. O Monte, com um pouco mais de 500 metros de altitude e situado a uns 130 km a sudeste de Roma e a uns 80 km a norte de Nápoles, é encimado pela Abadia desse nome (acima, depois de destruída pelos bombardeamentos aliados), o mosteiro de origem daquela ordem, fundada em 529. Por outro lado, Monte Cassino é também um ponto táctico notável, cujo controlo permite o estabelecimento de uma linha defensiva dominando as alturas, criando uma barreira no centro da península italiana. A sua posse é decisiva para que essa barreira se possa conservar e, assim, Monte Cassino pode ser considerado como o ferrolho de tal dispositivo. Em princípios de 1944 os alemães detinham-no, e os Aliados queriam-nos desalojar. Nos quatro meses que se vão seguir a 17 de Janeiro de 1944 haverá quatro batalhas para desalojar os alemães daquela posição. A multinacionalidade das tropas atacantes caracterizará os combates: envolverá britânicos e americanos, mas também neozelandeses, indianos, magrebinos franceses, canadianos e polacos. A posição só virá a cair em meados de Maio após ter causado 55.000 baixas entre as forças aliadas. A condução dos combates ainda hoje é um assunto controverso, como se pode deduzir pelo subtítulo do livro abaixo, fortemente crítico do general (norte-americano) Mark Wayne Clarke. Controvérsias essas que, como é costume, são depuradas na página a ele dedicada na wikipedia.

Sem comentários:

Enviar um comentário