26 agosto 2006

A MULHER DE CÉSAR E A SUA CONCUBINA

Em tribunal não se inverte o ónus da prova. Mas junto da opinião pública o que parece, é. E como a RTP é um órgão de informação, para mais de serviço público, não lhe basta ser séria, tem de parecer séria. Por isso sublinhei a importância de esclarecer quais os critérios seguidos no Telejornal de dia 12 de Agosto.

Este é um trecho de um artigo de opinião* assinado pelo director do Público (impresso em destaque pelo próprio jornal) e saído no jornal de 26 de Agosto (p. 39) com o qual manifesto a minha concordância. Não que concorde em absoluto com essas regras do jogo, mas vergo-me à sua existência.

A peculiaridade do seu uso resulta da circunstância de que esse mesmo argumento foi refutado faz bem pouco tempo pelo mesmo director do Público quando ele foi invocado a propósito das suas viagens pagas a Israel. Ou então fui eu que não percebi a sua desenvolvida explicação para as crónicas de uma guerra que eram descaradamente favoráveis ao contendor que estava a pagar as contas da viagem…

Ou será caso para dizer que, conforme as circunstâncias, para o Público haverá uma mulher de César, que precisa de ser séria e se aplica a terceiros, e uma concubina de César, que nem por isso, quando os casos envolvem o próprio jornal – e o seu director?

* Ver o post seguinte.

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