A famosa Queda de Constantinopla, conquistada pelos turcos, aconteceu a 29 de Maio de 1453. O acontecimento foi escolhido pelos historiadores não só para assinalar o fim definitivo do Império Romano (do Oriente) acompanhado da morte heróica do último Imperador (Constantino XI) de armas na mão, como também se convencionou que esse ano de 1453 serviria para assinalar o fim da Idade Média e o início do Renascimento. Mas uma outra maneira de contar precisamente a mesma história, poder-nos-ia fazer concluir que o Império Romano do Oriente já havia acabado quase precisamente 250 anos, com uma muito mais embaraçosa e discreta Queda de Constantinopla, a 13 de Abril de 1204.27 janeiro 2009
CONSTANTINOPLA, 13 de Abril de 1204
A famosa Queda de Constantinopla, conquistada pelos turcos, aconteceu a 29 de Maio de 1453. O acontecimento foi escolhido pelos historiadores não só para assinalar o fim definitivo do Império Romano (do Oriente) acompanhado da morte heróica do último Imperador (Constantino XI) de armas na mão, como também se convencionou que esse ano de 1453 serviria para assinalar o fim da Idade Média e o início do Renascimento. Mas uma outra maneira de contar precisamente a mesma história, poder-nos-ia fazer concluir que o Império Romano do Oriente já havia acabado quase precisamente 250 anos, com uma muito mais embaraçosa e discreta Queda de Constantinopla, a 13 de Abril de 1204.25 janeiro 2009
UMA OUTRA DIVISÃO DA EUROPA
24 janeiro 2009
LICOR BEIRÃO, LICOR DE PORTUGAL
Outro caso semelhante são as crónicas de Vasco Pulido Valente, fabricadas de acordo com uma fórmula de 1941, que se popularizaram por serem de travo ácido, ao arrepio do senso comum e publicadas ao fim-de-semana. Abaixo podemos ver uma crónica publicada há mais de 30 anos a um Sábado num Expresso e que é quase indistinguível no estilo e até tem o mesmo destinatário (o 1º Ministro…) daquela que hoje, Sábado também, saiu no Público…ORCHESTRAL MANOEUVRES IN THE DARK – SOUVENIR

23 janeiro 2009
SOBRE AS TEORIAS DA DISSUASÃO
Lembrei-me de uma conversa da famosa série Yes, Prime-Minister entre o Primeiro-Ministro e um velhote de aspecto excêntrico e sotaque carregado (chamava-se Isaac Rosenblum...), que ocupava o cargo honorífico de seu Chefe dos Consultores Científicos, a respeito dos objectivos da guerra nuclear:
- Sim.
- Porquê?
- Porque… dissuade.
- Quem?
- Perdão?
- Quem? Quem é que dissuade?
- Os russos. De nos atacarem.
- Porquê?
(…)
Enfim, o diálogo continua. É muito engraçado e para quem o quiser continuar a seguir e saiba inglês, coloquei-o aqui. Mas o que me interessa agora é que, regressando à questão dos submarinos e à afirmação do Chefe de Estado-Maior da Armada, ao contrário do que acontecia com o Primeiro-Ministro James Hacker, eu não tenho qualquer resposta para a pergunta a quem é que os submarinos dissuadem…
Terá o Almirante Melo Gomes a amabilidade de nos indicar, para um horizonte temporal de 15 a 20 anos, uma lista dos potenciais inimigos de Portugal cuja conduta para connosco poderá ser condicionada pela existência do par de submarinos encomendados pelo Dr. Paulo Portas? É que, como muito bem fazia o Professor Isaac Rosenblum na sua avaliação, mais importante do que o instrumento de dissuasão, importa saber antes a quem ela se destina... O HOMEM QUE MORDEU O CÃO
O detalhe que quero realçar está associado à escolha, entre a vintena de depoimentos de pessoas do lado português, de Mário Pádua (*), um alferes miliciano médico que, por razões ideológicas, desertou do Exército português e foi oferecer os seus préstimos à causa nacionalista anti-colonial, no caso, a do PAIGC. Não se pretende questionar o interesse do seu depoimento, nem será arriscado suspeitar que aquela sua atitude receba a simpatia e o respeito pessoal da jornalista responsável pelo documentário, Diana Andringa, naqueles tempos militante do MRPP, organização fortemente anti-colonialista (**).
Mais do que isso, terá havido inúmeras maneiras que os incorporados adoptaram para manifestar a sua relutância em relação à Guerra, desde a evasão ao recrutamento à deserção antes ou depois do embarque. Mas o que me interessa aqui questionar é a representatividade do gesto de Mário Pádua que o torne importante no conjunto, quando se toma em consideração que terá havido cerca de 100.000 soldados europeus que prestaram serviço na Guiné. Ou seja, destes, quantos desertaram, e dos que desertaram, quantos se ofereceram para trabalhar com o antigo inimigo? Terá havido duas dúzias (0,024%)?
22 janeiro 2009
QUANTAS PESSOAS CABEM NUM MINI?
Ora o vídeo pareceu-me a primeira sessão de um concurso semelhante só que ao contrário: Que arsenal se consegue guardar num par de calças? Depois de 10 pistolas e revolveres, uma espingarda caçadeira e uma pistola-metralhadora Uzi, ao concorrente só ficou a faltar que lhe lá coubesse um Lança Granadas Foguete, do tipo RPG-7 (na fotografia mais abaixo)... Talvez o próximo o conseguisse... Mas seria para ser batido pelo concorrente vencedor que traria de certeza dentro das calças um daqueles Morteiros de 82...Agora, tentando atribuir alguma seriedade a algo que a perdeu completamente: Com este exagero, quaisquer explicações que se ouçam em off (que creio que fazem parte de uma campanha contra a violência nas escolas) só se tornam ridículas... Ainda para mais quando o ponto da explicação é a vantagem dos alunos trazerem as blusas por dentro das calças...

A OUTRA TERRA PROMETIDA – A REGIÃO AUTÓNOMA JUDIA
Essa espécie de terra prometida para os judeus soviéticos era também um território de aquisição recente, cuja posse os soviéticos procuravam ainda consolidar. Num território que fazia fronteira com a China, Birobidjan, a capital, fora fundada apenas em 1915 e fora inicialmente a povoação que ficava à volta de mais uma estação do caminho-de-ferro transiberiano que liga Moscovo a Vladivostok. Desejava-se que a motivação nacional judaica fosse um factor a contribuir para o povoamento de um território onde a densidade populacional mal chegava a atingir os 2 habitantes por km².
Nas aparências, o idioma oficial da Província era o iídiche(*) escrito com o alfabeto hebreu (à direita), mas os resultados da imigração judaica, apesar das inúmeras campanhas lançadas para o efeito, foram um desapontamento. Em 1939 nas vésperas da Segunda Guerra Mundial e quando a situação estava muito tensa entres os soviéticos e os japoneses (que então ocupavam a China), os judeus eram 17.700, ou seja apenas 16% dos 109.000 habitantes. Em 1959, já depois da fundação de Israel (1948), enquanto a população total aumentara para 163.000, a judaica diminuíra para 14.300 (9%)…
Na actualidade, tendo-se mantido a designação de Região Autónoma Judia mesmo depois da desagregação da União Soviética, o seu uso é uma ironia, quando se sabe que os judeus eram apenas 2.400 ou seja 1,2% da população total (191.000) no último censo ali realizado (2002). Entretanto, como foi restabelecida a liberdade religiosa, verifica-se que a esmagadora maioria da população local pratica o cristianismo ortodoxo… Não estando directamente associada à questão israelo-palestiniana de que tanto se fala, vale a pena lembrar esta terra prometida a que os judeus não se agarraram… (*) Idioma germânico normalmente usado pelos judeus da Europa Central e Oriental. Os da Europa Meridional costumavam usar o ladino. Os fundadores de Israel preferiram que o idioma oficial do novo Estado fosse o hebraico, que era a língua religiosa de todas as comunidades.
21 janeiro 2009
CINCO PREPARADOS PARA O LEITE E UM POUCO DE NOSTALGIA
Desde a origem dos tempos que terá havido uma guerra entre as mães e os filhos que não gostam de leite. E de há uns 70 anos para cá (serão uns 50 anos entre nós), houve quem pretendesse convencer as mães que o problema se resolveria adicionando um preparado com sabor achocolatado ao leite. O axioma que se esconde por detrás dessa certeza é o de que todas as crianças gostam de chocolate. Por vezes, com certas crianças, o axioma falha, mas isso agora não interessa nada… Este poste é uma pequena resenha desses preparados que há 50 anos fazem a alegria da pequenada…
Como estabelecem as regras do Marketing, quando mais semelhantes os produtos forem com os da concorrência, maior é o esforço que se é obrigado a atribuir à componente promocional do produto – à publicidade. É o caso típico destes preparados que facilmente conhecemos por serem tão publicitados. Comecemos precisamente por aquele que será o mais discreto, embora faça parte do grupo dos históricos, dos mais antigos, o Milo, com a sua embalagem verde e que pertence à multinacional suíça Nestlé, embora, vim a descobrir, a fórmula tenha sido inventado na Austrália e seja uma bebida nacional na Malásia…
Genuinamente suíço, mas intrinsecamente germânico no seu sabor, é o Ovomaltine, bebida que ainda hoje desenvolve em mim reacções olfactivas traumáticas, associadas a madrugadas de inverno em que tinha de me levantar cedíssimo e ainda estava tudo escuro, a que se juntava aquela beberagem de sabor indefinido… O terceiro dos históricos é o Toddy, que vinha de uma origem diametralmente oposta: o Brasil. Dos três mencionados, suponho que seria o que então mais apostaria na publicidade, com a de locução a ser feita em português com sotaque brasileiro o que, no Portugal da altura, lhe trazia um cunho de exotismo…
Talvez esteja enganado, mas já não associo o Nesquik à mesma geração dos três anteriores. Apesar de também pertencer à Nestlé suíça, é um preparado de origem norte-americana e tudo nele, a começar pela cor dominante (amarelo) até à mascote (o coelho) me faz associar a produto daquela origem transposto para a Europa… Finalmente, mais recente que os outros, temos o Cola Cao, que é de origem espanhola. Só veio a ser lançado em Portugal na década de oitenta, com uma ampla campanha de publicidade alicerçada num programa de televisão de sucesso da mesma origem que se chamava Um, Dois, Três e que era apresentado por Carlos Cruz. 20 janeiro 2009
UMA CONCLUSÃO CURIOSA
Cada estado contribui com uma parcela dos seus impostos para o orçamento federal e é também dali recebe que a maioria dos seus fundos. O número que consta do mapa abaixo associado a cada estado é o rácio entre aquilo que cada estado recebe, comparado com o que ele paga. Se o indicador estiver acima de 1, então o estado recebe mais do que paga, e quanto maior do que 1, mais ele recebe proporcionalmente, e a lógica inversa aplica-se para os índices abaixo de 1.
ESTADOS e Índices
Connecticut...............................................................0,71
Nevada .....................................................................0,75
Minnesota ................................................................0,75
Illinois .......................................................................0,75
New Hampshire .........................................................0,75
Michigan ...................................................................0,77
Delaware ...................................................................0,83
Wisconsin ..................................................................0,84
New York ..................................................................0,88
Massachusetts ..........................................................0,88
California ...................................................................0,92
Indiana ......................................................................0,92
Oregon .......................................................................0,93
Ohio ............................................................................0,93
Colorado .....................................................................0,95
Washington ................................................................0,98
Texas ..........................................................................0,99
Georgia .......................................................................0,99
Utah ...........................................................................1,00
Nebraska ...................................................................1,00
North Carolina .............................................................1,02
Kansas ........................................................................1,03
Pennsylvania ...............................................................1,04
Vermont ......................................................................1,04
Florida ........................................................................1,05
Iowa ............................................................................1,11
Arizona .......................................................................1,13
Tennessee ..................................................................1,15
Rhode Island ...............................................................1,16
Wyoming ....................................................................1,17
Idaho ...........................................................................1,18
Missouri ......................................................................1,24
South Carolina .............................................................1,25
Arkansas .....................................................................1,33
Louisiana .....................................................................1,33
Alabama .......................................................................1,33
South Dakota ................................................................1,36
Maine ...........................................................................1,41
Oklahoma .....................................................................1,45
Kentucky ......................................................................1,46
North Dakota ................................................................1,52
Virginia .........................................................................1,54
Maryland ......................................................................1,54
Montana .......................................................................1,56
Mississippi ....................................................................1,57
West Virginia ................................................................1,64
New Mexico ..................................................................1,93
Como se constata, Barack Obama venceu em 17 dos 19 estados que são contribuintes líquidos para a União. E venceu em todos aqueles onde esse esforço é mais significativo. Só lhe faltou ganhar no Texas e na Geórgia. Visto nesta perspectiva, além de uma decisão democrática, a eleição de Barack Obama também foi especialmente validada por parte da população dos estados que entram com o dinheiro para a coesão federal…
19 janeiro 2009
A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DE TER MAU FEITIO
Contudo, em certas ocasiões e em certos pormenores, os próprios ditadores acabam por ter de se vergar a quem mostra ter traços de carácter bem vincados... Este poste destina-se a dar o destaque que é merecido ao mau feitio do cavalo branco que aparece no centro da fotografia acima, que foi tirada quando ele estava a ser montado pelo marechal Zhukov durante a parada da Vitória que teve lugar na praça Vermelha a 24 de Junho de 1945.
Originalmente, a cerimónia fora concebida para que fosse Staline em pessoa, como o Vencedor da Grande Guerra Patriótica, a comandar as tropas em parada. Contudo, nos ensaios, Staline, que era um cavaleiro medíocre, vira-se em tais dificuldades para dominar o cavalo branco que lhe fora destinado que, para evitar o enorme embaraço que seria uma queda sua durante a cerimónia, acabou por preferir que fosse Zhukov a dominar o fogoso cavalo (acima).
Para se desforrar e reafirmar a sua primazia, três dias depois da parada Staline fez-se promover de marechal ao novo posto de generalíssimo da União Soviética. O pior da sua nova patente era mesmo o uniforme correspondente, que o até próprio Staline achou ridículo demais, com o seu casaco branco e as calças duplamente listadas a vermelho (acima), a fazer lembrar (palavras do próprio generalíssimo) um porteiro de um restaurante de luxo… OUVIDO NA BBC
Ouvir na BBC era uma expressão coloquial muito usada durante o antigo regime. Havia a capa dos meios de comunicação tradicionais portugueses, que apenas passavam a informação oficial autorizada e censurada, mas, quem pretendesse estar realmente bem informado, tinha de ouvir a BBC e ouvir na BBC, por mérito dos britânicos, tornou-se numa expressão que era uma chancela de uma informação fidedigna. Depois do 25 de Abril, recordo-me que um dos sintomas mais sérios em como o PREC havia entrado numa deriva totalitarista que controlava praticamente toda a informação existente em Portugal foi a constatação que havia pessoas que haviam recomeçado a ouvir a BBC... É coisa que não me esqueço nem convém esquecer especialmente quando se ouve a expressão as mais amplas liberdades democráticas…
Nem de propósito, isto acontece num país onde os naturais são socialmente muito propensos a dar muita atenção a tudo o que venha do estrangeiro – incluindo as opiniões. Não é em vão que a designação consagrada para treinador de futebol é o Mister. Já somos exportadores de treinadores de futebol, mas em clubes que são tipicamente portugueses, as soluções continuam a vir lá de fora, ¿no es verdad? Em futebol, como nos outros assuntos, não sou um grande defensor das opiniões/soluções vindas do exterior, até prova da sua valia. Em treinadores de andebol, por exemplo, temos ainda muito a aprender com as escolas dos países de Leste... Mas em previsões macroeconómicas – assunto onde haverá mais especialistas do que em andebol… – o país sempre se bastou para as despesas, com umas saudáveis divergências ocasionais…
Em compita interna há sempre os números do Governo e os do Banco de Portugal e, para desempatar, os de algumas organizações internacionais, a mais utilizada costuma ser a OCDE. Agora, em momentos de grande apreensão em relação ao futuro, como é o caso actual, quando o primeiro avança com previsões e o segundo ainda não se pronunciou, parece criar-se uma situação de indecisão, a que as nuvens de dúvida que pairam sobre a figura do seu Governador, Vítor Constâncio, não ajudam nada... Talvez seja isso que justifique o recurso a ir ouvir na BBC o que se diz sobre as nossas perspectivas macroeconómicas, como se comprova em qualquer destas duas notícias de jornal (aqui e aqui). Ambas as previsões divergem significativamente das apresentados pelo governo. E tradicionalmente, quando se ouve na BBC, tende-se a acreditar na BBC…Adenda de dia 21: A novidade desta notícia de dia 20 não é o facto de se noticiar que, quanto a previsões, a organização que Vítor Constâncio governa anda a apanhar bonés; a novidade é que quem o noticia é a Lusa, a agência de informação que está completamente controlada pelo governo...
18 janeiro 2009
O REEQUIPAMENTO TEÓRICO DAS FORÇAS ARMADAS
O que importa reter desta evocação é que, não se avaliando exclusivamente desse modo, a qualidade dos equipamentos de umas forças armadas são um bom indicador de qual poderá ser o seu desempenho. É por isso que havia aquela espionagem. Claro que o equipamento custa dinheiro, assim como custa dinheiro um segundo aspecto importante que também costuma ser avaliado nessas circunstâncias: o da moral dos membros das forças armadas. E o terceiro parâmetro importante que costuma ser considerado nessas avaliações, substancialmente mais intangível (e mais barato…) que os anteriores, é o da organização das forças armadas.
Recentemente, consultei um jornal da data do início deste blogue (4 de Novembro de 2005), onde uma notícia tinha o seguinte título: Chefes militares aprovam reforma das Forças Armadas. O Ministro da Defesa à época era Luís Amado (acima). Hoje, numa longa entrevista a outro jornal, pouco mais de três anos passados, o Ministro da Defesa actual (Nuno Severiano Teixeira) congratula-se pela recente aprovação pelo Parlamento das duas grandes reformas da Defesa e das Forças Armadas. Parece que, medido em termos de reformas – e, portanto de organização – Portugal deve possuir uma das Forças Armadas mais dinâmicas do Mundo…
É uma pena que nos outros dois aspectos acima citados (o da moral e dos equipamentos) não seja bem assim… E tanto frenesim reformador até faz pensar que, como não se querem despender recursos em vencimentos ou equipamentos (excepção contrariada feita ao par de submarinos de Paulo Portas...), se criou no Ministério uma terapia ocupacional centrada nas reformas… Vale a ironia, mas a demonstração da pujança das nossas Forças Armadas – o equivalente aos desfiles na Praça Vermelha – até parece ser a entrevista auto-congratulatória do Ministro dada hoje ao programa Diga Lá, Excelência e mais um grupo de putos a cantar as janeiras ao 1º Ministro…
TRÊS ENIGMAS
As canções em questão são (por ordem de edição) A Whiter Shade of Pale dos Procol Harum, Lucy In The Sky With Diamonds dos Beatles e White Rabbit dos Jefferson Airplane e a imprensa especializada da época apressou-se a classificá-las como Rock Psicadélico… Embora a classificação possa ajudar a caracterizar o estado mental dos autores das letras quando as escreveram, não é de grande ajuda sobre o seu significado.
Por esse motivo, neste caso excepcional apenas fiz a transcrição das letras originais, sem qualquer tradução. Uma pequena nota final para o vídeo dos Jefferson Airplane (que começa sem som), que se percebe ser um descaradíssimo play-back, só possível nos primórdios, onde dois dos membros da banda até se sentam no chão enquanto a vocalista se passeia pelo palco completamente desconcentrada – e não falha uma nota!
A WHITER SHADE OF PALE
We skipped the light Fandango
Turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kind of seasick
But the crowd called out for more
The room was humming harder
As the ceiling flew away
When we called out for another drink
The waiter brought a tray
And so it was that later
As the Miller told his tale
That her face, at first just ghostly
Turned a whiter shade of pale
And the truth is plain to see
But I wandered through my playing cards
And I would not let her be
One of the sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast
And although my eyes were open
They might just as well've been closed
And so it was that later
As the Miller told his tale
That her face, at first just ghostly
Turned a whiter shade of pale
LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS
Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Aaaaahhhhh...
Follow her down to a bridge by a fountain
Where rocking horse people eat marshmellow pies
Everyone smiles as you drift past the flowers
That grow so incredibly high
Newpaper taxis appear on the shore
Waiting to take you away
Climb in the back with your head in the clouds
And you're gone
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Aaaaahhhhh...
Picture yourself on a train in a station
With plasticine porters with looking glass ties
Suddenly someone is there at the turnstyle
The girl with the kaleidoscope eyes
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Aaaaahhhhh...
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Aaaaahhhhh...
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
WHITE RABBIT
One pill makes you larger
And one pill makes you small
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all
Go ask Alice
When she's ten feet tall
And if you go chasing rabbits
And you know you're going to fall
Tell 'em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call
Recall Alice
When she was just small
When men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low
Go ask Alice
I think she'll know
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's off with her head!
Remember what the dormouse said;
Feed your head!
Feed your head!
Feed your head!
17 janeiro 2009
EU VIM DE LONGE…
Depois dos Westerns Spaghettis (acima), já por mim abordados previamente neste blogue, sucedeu-se uma fase que pretendia passar por policial mas que mais não era do que outros Westerns, agora em ambiente urbano moderno (na cidade de São Francisco).
Eastwood tornou-se no detective Harry Callahan (Dirty Harry) e o seu melhor atributo para as investigações era um enorme pistolão Smith & Wesson Modelo 29, Calibre .44 (abaixo), que costumava roubar as cenas a quem com ele contracenava (acima)...
Aproveito para adicionar duas dessas cenas a este poste. Os conhecimentos de inglês não são importantes para as compreender. Note-se como ambas acabam com os bandidos todos abatidos a tiro (excepto um. em cada caso) e que os bandidos são todos negros...Para além da recordação das duas punch lines (Do You Feel Lucky, Punk? e Go Ahead. Make My Day!) fica a de como, há muito, muito tempo, o hoje inatacável Clint Eastwood ganhava a vida protagonizando filmes que eram de um racismo e reaccionarismo insuportáveis…
16 janeiro 2009
A DISSIPAÇÃO DAS DÚVIDAS
Hoje, quando se anuncia a hipótese que, depois de Kim Il Sung (o pai) e de Kim Jong Il (o filho - ambos na fotografia acima), venha a ser um neto do primeiro e filho do segundo a assumir os destinos da Coreia do Norte no futuro, pode-se encarar a notícia como mais um reforço das posições democráticas que ainda mais dissipam as ténues dúvidas manifestadas em Fevereiro de 2003 por Bernardino Soares: a Coreia do Norte é uma democracia e Bernardino Soares foi um verdadeiro visionário em ter-se visto livre de uma encomenda de livros que, suspeito, nem toda a sua devoção marxista-leninista o levaria a ler… NÓS, OS PORTUGUESES

15 janeiro 2009
CRISTIANO RONALDO, THE MAN
Eu até consegui resistir ao comentário previsivelmente negativo ao Prós e Contras (com Fátima Campos Ferreira) de Segunda-Feira passada, num daqueles momentos desesperadamente bacocos, em que o tema do programa foi a eleição de Cristiano Ronaldo para uma merda qualquer de futebolistas. Hoje, a RTP, em mais uma demonstração do que suponho seja o superior entendimento do que será o serviço público, promete-nos uma Grande Entrevista (com Judite Sousa) adicional ao mesmo Cristiano Ronaldo directamente da sua casa, em Manchester…DAVID COPPERFIELD
Circula por aí uma mensagem com um truque de cartas, supostamente da autoria de David Copperfield em que ele adivinha a carta em que estamos a pensar, fazendo-a desaparecer. Na impossibilidade de aqui o colocar, também podem fazer o mesmo truque neste blogue (em inglês). Verão como o David Copperfield vai fazer desaparecer a carta em que estavam a pensar! E não vos vou estragar a surpresa de explicar-vos qual é o segredo.14 janeiro 2009
A NOTÍCIA
Na verdade, a distribuição não se deverá fazer tão nitidamente de acordo com os grupos religiosos, há muitos árabes que votarão nos partidos da esquerda tradicional judaica (há no total 12 deputados árabes no Knesset) e há também judeus que votam nas formações mais radicais de extrema-esquerda conotadas com os árabes – um dos 10 deputados das formações acima citadas (Dov Khenin) é judeu. Ora a notícia que justifica o título deste poste foi a decisão do Comité Central para as próximas Eleições, a realizar em Israel em 10 de Fevereiro próximo, de proibir duas das formações árabes (a Lista Árabe Unida, com forte apoio entre os beduínos, e o Balad) de concorrer a essas eleições. O gesto não é inédito, foi tentado em 2003 e as formações afectadas recorreram para o Supremo Tribunal de Israel e ganharam o recurso.
Por detrás da guerra das fotografias destinadas à emoção, é a existência de mecanismos como estes – sistemas eleitorais sólidos mas controlados por sistemas judiciais independentes – que permitem a Israel apresentar-se ao bloco ocidental que os apoia como uma sociedade que, apesar de todos os seus defeitos, ainda defende valores que a distinguem de todos os outros países que o cercam na região. As notícias que noticiaram o afastamento das duas formações radicais pelo Comité, acrescentavam que as duas formações haviam apelado para o Supremo Tribunal e davam como certo a revogação da decisão. Não sei se se deveria estar tão seguro; em 2003 a decisão foi tomada por uma maioria de 7 votos a 4... Menos impressionante mas mais importante do que o bebé palestiniano a sangrar, eu ficaria atento ao que os juízes israelitas vão decidir…
