08 julho 2017

ALGUMAS SAÍDAS, AINDA À ESPERA DE EVENTUAIS ENTRADAS


Na mesma semana em que foi notícia que o antigo primeiro-ministro israelita Ehud Olmert fora libertado antecipadamente da prisão, não foi notícia que se vencera mais um prazo estabelecido para a conclusão da acusação ao antigo primeiro-ministro português José Sócrates (para mais pormenores, ampliar a notícia da Visão abaixo de há três meses e meio).

AOS PARES, COMO AS FREIRAS

Antigamente é que se dizia que as freiras andavam sempre aos pares. E as senhoras não gostavam de ir sozinhas a casas de banho em locais públicos. E o charro do alto, porque capturado em grandes cardumes que depois entupiam a lota, quando chegado à praça nem era vendido à unidade. Agora são os dispositivos tácticos que os Estados Unidos anunciam que enviam para a Coreia que funcionam da mesma maneira. Aqui há quase dois meses eram dois porta-aviões, agora são dois bombardeiros. Mas não será pelo facto de eles andarem emparelhados que o desfecho da guerra de gestos e palavras tem sido mais favorável aos Estados Unidos. Aos norte-coreanos tem-lhes bastado desempenhar o papel do garoto cretino, aquele que desafia a autoridade porque pode, um papel que assenta naturalmente a uma personagem com Kim Jong-Un. Mas do outro lado, Donald Trump como o adulto responsável é um erro de casting. Constatar o fracasso das ameaças, ao mesmo tempo que se insiste nelas, levanta a suspeita que os verdadeiros destinatários de tanta cenografia é a opinião pública internacional e não propriamente os norte-coreanos, dispostos a esticar a corda até ver aonde aguenta.

07 julho 2017

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (21)

Esta prancha, particularmente por causa da exibição repetida do pensamento focado de Ideiafix, faz-me lembrar algumas páginas de alguns autores mais autocentrados nas redes sociais.

PATETICES DESTE PRINCÍPIO DE JULHO DE 2017

Não fiquem dúvidas de quanto Portugal ainda é um país respeitador, constate-se a diferença como se acolhem os disparates que se ouvem por aí, desde que proferidos por uma actriz ou por um doutor. A deferência para com o segundo é inexplicável. As reacções parecem não levar em conta o quanto Maria Vieira pode também ter sede de protagonismo e o quanto José Miguel Júdice também goste de representar e o que ambos dizem se possa equivaler afinal em disparate. Só a mim ocorreu compilá-los numa mesma página? Para mais e quando, para exercício complementar, cruzando os temas daquelas duas opiniões inanes, não encontrando qualquer referência para o que a actriz possa já ter dito no passado sobre a segurança de paióis militares, sobre presidentes e futuras candidaturas presidenciais, o advogado já disse baboseiras suficientes que o tornassem memorável, como se pode apreciar no vídeo abaixo?

«ET NUNC REGES, INTELLIGITE, ERUDIMINI QUI JUDICATIS TERRAM»

Retirado de Asterix nos Jogos Olímpicos mas dedicado aos participantes da próxima cimeira do G20 em Hamburgo. E aí segue uma ajuda, porque não se pode esperar que os leitores de um blogue modesto quanto o Herdeiro de Aécio sejam assim tão eruditos como o Pacheco Pereira que sabe citações latinas, não sei se todas. (A tradução desta, por acaso a única que encontrei em português para colocar em ligação, não é das mais felizes)

06 julho 2017

O PREÇO DOS CIGARROS NA EUROPA

O mapa da esquerda mostra o preço de um mesmo maço de cigarros nos diversos países europeus. O quadro de baixo, com os seus tons vermelhos progressivamente mais vivos, dá a ideia dos preços que são praticados em cada país, desde preços por maço de cigarros abaixo de 1 € na Ucrânia e no Cazaquistão até aos quase 11 € por que são vendidos em países como a Noruega ou a Islândia. Mas torna-se irónico que, tratando-se de um estudo comparativo entre países da Europa, ao escolher a marca de tabaco que fosse transversal a todos eles e embora a mesma não tenha sido publicitada, a escolha tivesse que recair no Marlboro, cigarros que são publicitados como a quintessência do tabaco à imagem dos norte-americanos.

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (20)

Devido à gravidade da situação e por uma primeira vez, é permitido a Obélix beber poção mágica. Só três gotas e ele depois comenta que não notou grande diferença. Mal se sabia então que este gag recorrente da cobiça de Obélix pela poção mágica viria a ser trucidado em falta de charme e graça no álbum O Pesadelo de Obélix.

O DESCRÉDITO DOS POLÍTICOS

Este foi uma simples recolha de algumas das mais recentes opiniões publicadas. E nenhuma delas me surpreendeu. Também (e nisso creio estar acompanhado por quem me esteja a ler) não estava à espera que isso acontecesse. A agenda de qualquer um deste quatro políticos é perfeitamente conhecida. Muito se fala da previsibilidade dos políticos e da agenda das suas intervenções públicas, o único defeito que encontro à formulação dessa crítica é a omissão que nela se faz a esta categoria de políticos que aparece acima, aquela que podemos qualificar e classificar dos políticos opinativos (e que, creio, julgam que se fazem passar por independentes). De facto, e excluindo Rui Tavares (que é dum partido que nas últimas eleições europeias recolheu menos votos do que as assinaturas do abaixo assinado em prol da salvação do pit-bull zico), nenhum deles - e de tantos outros como eles - aparece conotado com um partido político. E, contudo, aquele que será um dos expoentes máximos da classe, José Pacheco Pereira, continua a preservar galhardamente a sua militância no PSD (só não sei é se ainda paga as quotas...). Mas é a excepção e o convite ao equívoco. Qualquer destas alminhas acima têm, não só, uma intervenção política constante como também uma promoção e notoriedade que é superior ao da esmagadora maioria (99,9%) dos políticos filiados, nomeadamente dos parlamentares. Tomemos o exemplo paradoxal de Rui Tavares (também porque é o único dos quatro acima que, reconheça-se, alguma vez se submeteu a votos!...) quando o comparamos com André Lourenço e Silva. Com quem? Pois... André Lourenço e Silva foi eleito deputado pelo PAN nestas últimas eleições legislativas de 2015, onde o seu partido recolheu 75.000 votos, quase o dobro dos votos da formação de Rui Tavares que - perdoe-se-me a expressão - não foi eleito para porra nenhuma. E, no entanto, é ele, o clamorosamente derrotado nas urnas, que aparece ali acima a mandar bitaites, assim como mandam bitaites José Manuel Fernandes, Pedro Marques Lopes, Helena Garrido, e tantos outros colegas que se passeiam pela política fingindo não sujar as mãos. O descrédito da política e dos políticos, com o alheamento gradual dos cidadãos que tanto se ouve denunciado, deve-se tanto a eles como aos outros, os de cartão passado, a quem muitos destes culpam dos males do mundo, como se se tratasse de classes diferentes. Há em Portugal uma concepção - profundamente errada! - de que se pode passar pela política mandando uns bitaites, fingindo que se está de fora, como mais uma vez se constatou nestes elogios fúnebres que se fizeram a Medina Carreira (a verdade é que, quando este se candidatou a alguma coisa, no caso a bastonário da Ordem dos Advogados, em 1989, apanhou uma tareia). Eu adorava ver José Manuel Fernandes ir a votos, numa avaliação de quanto valem as suas opiniões. Ou Ricardo Costa, para que ele se pudesse comparar com o irmão... ou com Tino de Rãs (que ele, Ricardo Costa, não percebia o que ele andava ali a fazer, e depois recebeu 152.000 votos nas presidenciais).

O CENTENÁRIO DA CONQUISTA DE AQABA

6 de Julho de 1917. Os irregulares árabes comandados por Auda Abu Tayi e com este último assessorado por Lawrence da Arábia conquistam o porto de Aqaba (hoje pertencente à Jordânia). Apesar de aparecer descrito como um «grande combate» na página correspondente da Wikipedia, foi um daqueles episódios menores da Primeira Guerra Mundial. Na mesma página é possível saber que os efectivos da guarnição turca da cidade atacada (750 homens) equivaleriam a um batalhão, o género de unidade militar que era destroçada às dúzias numa prosaica manhã ofensiva na Frente Ocidental daquele mesmo conflito. O génio responsável por transformar a insignificância num grande feito de armas foi T. E. Lawrence (1888-1935). Fosse hoje e Lawrence não estaria decerto a malbaratar os seus talentos no exército, antes teria criado a sua agência de comunicação e seria um importante (mas discreto) agente político que faria e desfaria presidentes e primeiros-ministros. Do ponto de vista militar, aquilo que os árabes alcançaram durante a Primeira Guerra Mundial foi reconhecidamente negligenciável; do ponto de vista político, as iniciativas britânicas estiveram muito longe de decisivas, serve de argumento para o provar o facto de os franceses terem ficado no fim da guerra com o seu quinhão de territórios (Síria, Líbano) sem terem precisado de lá ter tido um rival de Lawrence (francês) no terreno; contudo, do ponto de vista de relações públicas a passagem de Lawrence por aquelas paragens foi uma obra de mestre, 45 anos depois (1962) ainda se andava a fazer filmes épicos à volta da sua figura, como se aquilo que ele fomentara (no trecho abaixo, a conquista de Aqaba) tivesse sido muito importante para a História. É conhecido, mas não é assim tão importante...

05 julho 2017

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (19)

A citação de Panoramix é uma aferição em 50% da citação atribuída a Napoleão Bonaparte naquele mesmo local em 1798: Soldados! Do alto destas pirâmides quarenta séculos os contemplam. De facto, a extrema antiguidade daqueles monumentos é algo que frequentemente escapa às pessoas. Terá transcorrido mais tempo desde o período de construção das pirâmides (século XXVI a.C.) até ao tempo de Astérix (século I a.C.) do que o que decorreu daí até à actualidade (século XXI).

04 julho 2017

NENHUM RUMOR É PARA SER CONSIDERADO VERDADEIRO ATÉ SER DEVIDAMENTE DESMENTIDO

É apenas da natureza humana que os relatores se procurem cobrir sempre que possível na apresentação de conclusões. Os relatórios são sempre enfaticamente técnicos mas o formato como se conclui emana sempre do literário. Resultados de investigações caracterizadas por conclusões taxativas (como acontece acima, em terceiro lugar) pecam por anómalas. O autor da passagem é alguém muito convicto e/ou muito corajoso e/ou muito estúpido porque não está a perceber o filme: o teor daquela conclusão não interessa nada a quem encomendou o relatório. Por isso é que faltam aspectos relevantes (quarto lugar) e se vai continuar a investigação até se concluir aquilo que se quer. A regra de que as investigações se perpetuam até concluir aquilo que quem a encomendou deseja é uma das verdades insofismáveis da política, assim como aquela outra regra que aparece em título acima, a de que um boato só é para ser levado a sério depois de devidamente desmentido. Valerá a pena explicar a alguém que existem razões técnicas para que seja o lado do pão com a manteiga a cair mais frequentemente para baixo? A questão não é das leis da física mas das da política. São aquelas regras políticas clássicas que se conhecem desde há mais de 30 anos, que já apareciam em jeito de piada no saudoso manual de política constituído pela série Yes Minister, regras essas que funcionam para todas as comissões de inquérito, sejam elas formadas tanto por nacionais como por estrangeiros. Não se queira reinventar bombasticamente a roda.

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (18)

Nessa tal tese, não acolhida pelos académicos, fica-se a saber que o nariz da esfinge foi enterrado junto à base da escultura. Não sei se chegou a haver arqueólogos a seguir essa pista. Os efeitos depredatórios dos gauleses por entre a arte local têm aqui um preâmbulo longínquo a uma outra incursão que eles vieram a fazer naquele mesmo país de 1798 a 1801. Dessa outra vez, já sem vergonha e em vez de os enterrarem, os gauleses trouxeram mesmo alguns dos souvenirs para os exibirem em Paris.

03 julho 2017

VELHO DO RESTELO

Antes que se comecem a ouvir os elogios fúnebres, quantos vezes repletos de hipocrisia, tal o feitio controverso do defunto, permitam-me o lamento de não ver Medina Carreira chegar até ao próximo ano, para ainda assistirmos em conjunto ao colapso do estado social que ele aqui vaticinava em Abril de 2012. Claro que o estado social ainda pode colapsar sem ele, mas a sua ausência tornará o colapso menos colapsante. Ou então, não colapsante, que a verdade é que uma apreciável percentagem dos seus vaticínios distinguiram-se mais por ser bombásticos do que por se virem a confirmar, valeu sempre a falta de memória do auditório. Ser-se Velho do Restelo é uma ocupação antiga e honrada em Portugal; tanto que já Luís de Camões lhe dedicou o seu espaço em Os Lusíadas. Foram mais de 400 anos para descobrir para que servia o pessimismo assertivo: para dar audiências a canais de televisão por cabo.

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (17)

Mesmo não tendo vingado nos círculos académicos, esta explicação para o desaparecimento do nariz da esfinge tornou-se famosa.

A MALDIÇÃO DOS VINTE SETE (ANOS)

3 de Julho de 1971. Em Paris, morria Jim Morrison, vocalista dos The Doors. No espaço preciso de dois anos, de 3 de Julho de 1969 até à mesma data de 1971, morriam quatro músicos de renome do panorama do rock & roll: Brian Jones (1942-1969), Jimi Hendrix (1942-1970), Janis Joplin (1943-1970) e Jim Morrison (1943-1971). O encadeado possuía bons argumentos para constituir uma verdadeira série macabra. Todas as mortes haviam sido bizarras e por detrás de todas elas havia a suspeita de consumo de drogas. A acrescer ao mistério (se o houvesse), havia a coincidência de todas as vítimas contarem 27 anos de idade à data da sua morte, um tremendo potencial para se escreverem parágrafos, capítulos e livros de especulações e disparates. Pairando sempre por aí, as teorias reacenderam-se mais vivamente com novas coincidências como a morte de Kurt Cobain em 1994 e de Amy Winehouse em 2011.

02 julho 2017

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (16)

O lugar da paragem dos gauleses sobre o Nilo, próximo da esfinge e das pirâmides, também não será muito distante de onde actualmente se situa a cidade do Cairo. Como o palácio que Numerobis irá construir para Cleópatra se situará em Alexandria (a capital ptolemaica) e foi daí que os gauleses partiram, nesta jornada da viagem eles terão percorrido de barco cerca de uns 250 km. Se não tivesse sido a ajuda de Obélix esta aventura teria durado muito mais tempo...

NOVO FIGURINO DA QUADRATURA DO CÍRCULO

Ter-me-á parecido que nesta última edição do programa Quadratura do círculo (abaixo) se procedeu a uma discreta reformulação de papeis. Assim, pareceu-me que agora a função da moderação do programa terá sido entregue, na prática, a Jorge Coelho. É uma tarefa ingrata, a da moderação, a que as pessoas não dão o devido valor nem prestam a devida atenção, e por isso a função assentará como uma luva a Jorge Coelho com as suas bocejantes tiradas pró governamentais, tão previsíveis que o espectador já tira antecipadamente o período em que ele vai falar para ir lá dentro fazer xixi. Tudo isto porque, qualquer bom programa de debate em televisão é aquele em que os restantes intervenientes ignoram o moderador, e isso Jorge Coelho, mesmo depois de ter sido caçado a ler os e-mails dos ministérios e passado a escrever as cábulas à mão, tem conseguido: Lobo Xavier e Pacheco Pereira têm ignorado olimpicamente aquilo que ele trás para dizer.

Mas o interessante foi a transferência recíproca de funções de Carlos Andrade de moderador para comentador. Assim como aqui há uns cinco anos o jornalista desportivo independente João Gobern deixou de ser independente ao ser apanhado pelas câmaras a festejar exuberantemente um golo do Benfica, também Carlos Andrade não consegue ouvir as críticas de Pacheco Pereira aos jornalistas e à comunicação social com distanciamento. Salta logo em defesa da sua corporação - é o Benfica dele! Como veio a acontecer esta semana, em que os empolgamentos entre Carlos Andrade e Pacheco Pereira superaram em vivacidade e interesse os havidos entre o segundo e Lobo Xavier.

Reconheça-se que o impacto de um suposto neutral que sai do armário até é bom do ponto de vista das audiências televisivas: João Gobern foi de imediato dispensado da RTP mas apenas para ser recontratado meses depois como paineleiro (pelo Benfica!) de um programa de comentadores da bola na mesma RTP. Por tudo aquilo que escrevi até aqui, já se percebeu que eu não encaro a Quadratura do círculo como um programa totalmente a sério, mas a estação SIC é que parece que sim. Porém, assim, com estas assertividades de Carlos Andrade, não vamos lá.

A propósito dessa postura de seriedade, registe-se uma estreia neste último programa: pela primeira vez, se estiverem atentos a uma interpelação de Carlos Andrade a Lobo Xavier, foi feita uma referência explícita a um dos comentadores políticos galhofeiros da concorrência: João Miguel Tavares do Governo sombra.

01 julho 2017

DOZE MITOS DOS FILMES POLICIAIS E DE ACÇÃO

Sempre que há paragens cardíacas aplica-se a desfibrilação com cargas progressivamente maiores. Na verdade, a desfibrilação não está indicada quando o coração pára por completo.
O clorofórmio adormece quase imediatamente as vítimas. Na verdade, o seu efeito só começa a ser sentido ao fim de uns cinco minutos de inalação.
As origens das chamadas telefónicas são identificadas num minuto. Na verdade, nos bons velhos tempos era muito mais complicado que isso, embora hoje já não, mas a intriga perdeu-se porque o bom criminoso já só usa telemóveis descartáveis.
Os CSIs explicam o crime e chegam mesmo a resolvê-lo. Na verdade, numa esmagadora maioria das vezes servem sobretudo para recolher provas.
Há que esperar 24 horas para participar o desaparecimento de uma pessoa. Na verdade, os próximos podem fazê-lo logo que tenham razões fundadas para preocupação.
As vítimas que se estão a afogar pedem por auxílio exuberantemente. Na verdade, muitos afogamentos acontecem precisamente pelo contrário, pela sua trágica discrição.
Disparar duas armas ao mesmo tempo dá um potencial de agressividade que intimida o inimigo. Na verdade, é praticamente impossível disparar com pontaria com duas armas.
Os silenciadores abafam os tiros até ao limite da discrição. Na verdade, além do dispositivo afectar a performance da arma, o ruído continua a ser perfeitamente identificável.
Os cadeados são arrebentados a tiro. Na verdade, a espessura da barra e o facto de ser de ferro torna improvável que as balas a rebentem.
Podem-se trocar impressões quando se desce em queda livre. Na verdade, a velocidade que se atinge torna impossível ouvir as palavras do interlocutor, tal qual como se se estivesse debaixo de água.
Em caso de emergência pode-se arrancar a cavilha de segurança de uma granada com os dentes. Na verdade, o mais provável é ficar sem eles...
As cinturas de asteroides estão repletas de pequenos corpos celestes e são difíceis de atravessar pelas naves espaciais. Na verdade, a densidade de corpos nesses locais é mínima. Onde ela é elevada é nos anéis, como o de Saturno.

ASTÉRIX E CLEÓPATRA (15)

Esta cena comprova como a pronúncia das perguntas não é indispensável para que as respostas passem a ser verdadeiras e substantivas. Falando mais a sério, o encadeado de chapadões pregados por Obélix é uma das raras cenas em os desenhos de Uderzo mostram a violência de forma explícita e gráfica, mais do que sugerida.

O 150º ANIVERSÁRIO DO CANADÁ

1 de Julho de 1867. Nasceu o Canadá, então ainda formado apenas pelas províncias da Nova Escócia, Novo Brunsvique, Ontário e Quebec. A formação do país desde aí pode ser acompanhada no mapa dinâmico acima, até à sua actual configuração com dez províncias e três territórios.

Para um país com século e meio, os seus símbolos nacionais são até surpreendentemente recentes. A bandeira vermelha e branca com a identificativa folha de ácer só foi adoptada em Fevereiro de 1965, há 52 anos, como se pode ver nas imagens televisivas acima.

E quanto ao hino nacional, ele só veio a ser proclamado com tal estatuto e a sua letra bilingue há 37 anos. O chefe de Estado é que continua a ser o monarca britânico, que se faz representar em Otava (a capital) por um governador-geral. Desde 1952 os governadores têm sido sempre canadianos

Quanto ao primeiro-ministro Justin Trudeau de 45 anos, é um dos poucos políticos mundiais que imagino a rivalizar em folestrias e carisma com Marcelo Rebelo de Sousa. Justin é filho de Pierre Trudeau, outro primeiro-ministro canadiano de que eu já aqui havia falado. Neste episódio acima, quando provocado por um jornalista para discorrer sobre computação quântica, ele fá-lo de uma forma aparentemente consistente.

Claro que, dias depois, apareceu um nerd a escrever no Washington Post desmentindo a explicação de Trudeau, sem perceber, ele, por sua vez, que o Mundo é povoado por seres humanos que não querem saber se a explicação estava ou não correcta, assim como os telespectadores de Marcelo não queriam saber se ele tinha aberto sequer as dúzias de livros que recomendava nos seus programas de Domingo.