03 setembro 2011

OS QUE FAZEM CÁ FALTA

Durante os decénios iniciais da União Soviética tornou-se obrigatório gostar de Stalin, houve um intermezzo (1956-1964) em que era obrigatório detestá-lo, concluindo-se por decénios onde foi preferível nem o mencionar – a chamada omissão dialéctica – para evitar os desenvolvimentos inconvenientes que envolvessem ter de emitir opiniões sobre a sua obra e o seu legado… Paradoxalmente, só a partir do fim da União Soviética é que os genuínos admiradores de Stalin se puderam exprimir em liberdade – embora nem sempre num ambiente de verdadeira tolerância democrática pelo que se vê acima…
As fotografias foram obtidas pelo norte-americano Lucian Perkins na década de 1990 na Praça Vermelha em Moscovo, em comícios promovidos pelo Partido Comunista da Federação Russa, cujo presidente Guennadi Ziuganov ainda recentemente (em Dezembro de 2010) apelou, numa carta aberta endereçada ao Presidente Medvedev da Rússia, à reestalinização da sociedade soviética. Trata-se de gente que combina uma nostalgia pelo passado tão cega como a do Tenente-Coronel Brandão Ferreira com uma fidelidade ao marxismo-leninismo tão canina como a de um dos militantes da velha guarda
É de gente com esta consistência ideológica que se sente a falta na Festa do Avante!...

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