17 fevereiro 2024

OS "GÉNIOS"

Depois desta cena deplorável protagonizada por Donald Trump em Julho de 2020, mandaria o bom senso que, por causa dela e por uns anos, quem se quisesse gabar publicamente das suas tremendas capacidades intelectuais... se abstivesse de o fazer ou o fizesse subtilmente. Se até um cretino como Donald Trump se acha o máximo, a conclusão é que todos se podem achar o máximo, incluindo todos os cretinos. Quanto àqueles que não forem cretinos genuínos, esses deveriam concluir que os exercícios ostensivos de auto-elogio - como o exibido acima por Donald Trump e abaixo por um sujeito chamado "Nuno Palma (em português)" - tenderiam a ser contraproducentes. O sujeito abaixo, que gostaria de ter, mas não tem, «adversários intelectuais à altura em Portugal», não percebe isso assim. Aquilo que o envaidece parece ter sido ter escrito um livro. E como ontem aqui deixei expresso, boas ideias, bem fundamentadas, permanecem válidas mesmo ao fim de 20 anos. Independentemente desta sua gabarolice presente, e porque o génio é intemporal, deitemo-nos a esperar (e a adivinhar) o que valerá intelectualmente em 2043 o seu diagnóstico d«As causas do atraso português (repensar o passado para reinventar o presente)». O tempo é um excelente «adversário intelectual». Livros com mais de 20 anos que prometiam salvar a pátria, não a salvaram, e estão hoje esquecidos, desses já vi muitos. Que, como este Nuno Palma, quem os escreve se arrogue de uma tal "superioridade intelectual", isso é que é diferente, é uma desfaçatez - muito estúpida, por sinal - da actualidade. Uma desfaçatez tornada moda por imbecis comprovados como Donald Trump. Uma desfaçatez que, ainda por cima, nos rouba a possibilidade de descobrirmos sozinhos e por nós mesmos a genialidade do autor. Ou não... Como diria Bugs Bunny: What a Maroon!

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