11 outubro 2017

A EVOLUÇÃO DA CIVILIDADE DA RELAÇÃO ENTRE OS ESPECTADORES E AS EMISSORAS DE TELEVISÃO

Nestes tempos mais próximos em que, celebrando-se os 25 anos de emissões da SIC, se assinala também a inauguração das emissões de televisão privada em Portugal, permitam-me esta evocação acima da televisão a preto e branco de antanho, em que havia a cortesia de pedir desculpa ao espectadores pelas vicissitudes da programação.
Com as emissoras actuais, os incidentes são tão quotidianos como seriam as interrupções de outrora, seja agora pelo conteúdo comprovadamente imbecil das mensagens (acima), seja pela enormidade embaraçosa dos erros de ortografia praticados (abaixo), só que agora não parece valer a pena que alguém peça desculpa pelo sucedido.
As faltas que antigamente era atribuíveis à técnica, hoje deixaram de o poder ser. São pessoais e têm responsáveis, mas não é só isso: há também a arrogância implícita na atitude. E o preço paga-se. Nos raros casos em que as televisões se vêm obrigadas a prestar contas, como aconteceu no caso abaixo, em que o convidado Pedro Santana Lopes...

...se queixou em directo do tratamento displicente que lhe fora dispensado durante a entrevista que lhe estavam a fazer (acima), as explicações do director da estação Ricardo Costa (abaixo), para além da sua completa falta de substância (está a responder a alhos com bugalhos*), dirigiam-se a um ambiente de espectadores que lhe era hostil.

* O fulcro da questão é que a «reportagem» que interrompeu a entrevista de Santana Lopes foi uma reportagem totalmente falhada. Invocando a chegada de José Mourinho ao aeroporto para a interrupção, desta só se vê por alguns minutos imagens atabalhoadas do famoso treinador a entrar para uma viatura... Dispensando-se a SIC de pedir desculpa aos espectadores pelo fiasco, seria de bom tom pedi-las ao menos ao seu convidado a quem interrompera a entrevista por causa desse mesmo fiasco...

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