25 dezembro 2013

FELIZ NATAL


- Imagino se lhe poderei solicitar a sua atenção por uns breves momentos para ter para consigo um gesto que não é, nem por sombras, uma obrigação desagradável e que se tornou, com o decorrer dos anos, uma prática governamental mais ou menos corrente quando nos aproximamos da fase terminal do ano – o civil, claro, não o fiscal - na realidade, e mesmo não querendo ser demasiado rebuscado, esta Penúltima Semana. Submetendo-lho com a maior deferência, para sua apreciação numa ocasião que considere mais propícia, mas numa sincera e sã expectativa – quiçá confiança – quiçá poder-se-á ousar dizer mesmo esperança – que o período supramencionado poderá ser considerado, depois de feito um balanço prévio, quando todos os factores relevantes foram devidamente tidos em consideração e numa apreciação global que os faz ser tidos em conta de uma forma que não pode, nem por sombras, vir a ser considerada negativa nos seus efeitos e que os propiciará, em análise final, virem a ser considerados bases para uma apreciação, na sequência de uma reflexão amadurecida, que seja conducente à geração de um grau de satisfação que pode ser classificado, sobretudo quando avaliado em retrospectiva, significativamente mais elevado do que aquilo que seria a média expectável.
- Está a tentar desejar-me Feliz Natal, Humphrey?
- Yes, Minister.

A cena já tem trinta anos, mas o que é bom parece não envelhecer.

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