26 abril 2016

ZONA PROIBIDA

É a tradução do aviso que se lê na fotografia acima, um painel a afixar para assinalar as fronteiras da zona de exclusão. Há 30 anos acontecia o acidente nuclear de Chernobyl e muitas coisas pareciam mudar. Para além do enorme problema da contaminação nuclear, houve o problema político da reputação internacional da União Soviética e, em cima desses dois, o problema político da seriedade das reformas anunciadas por Mikhail Gorbachev, no caso, a Glasnost como os problemas passariam a ser abordados. Afinal, alguém havia ouvido falar da fuga de antrax que ocorrera numa fábrica militar em Sverdlovsk (agora Yekaterimburgo) em 1979, que provocara mais de 100 mortos? Agora, assumindo a verdade, havia quem pensasse que se poderiam corrigir os desvios do passado. Mas afinal constatou-se que até a própria procura de uma certa respeitabilidade para o comunismo vinha tarde demais: em quase 70 anos os seus militantes, não só na Rússia como por todo o Mundo, já haviam desperdiçado todas as palavras mais bonitas em simulacros de verdade.

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