05 março 2018

A MORTE DE ESTALINE

5 de Março de 1953. Morte de Estaline. Como se podia ler no l'Humanité, o jornal do Partido Comunista Francês, tratava-se de uma ocasião de «LUTO PARA TODOS OS POVOS que exprimem, através do seu recolhimento, o seu imenso amor pel'O GRANDE ESTALINE». Passados 65 anos, e para lá do imenso amor que os povos lhe dedicavam já tudo terá sido dito sobre Estaline e a sua morte. Tudo? Se calhar, não. Ainda o mês passado se estreou entre nós uma sátira política intitulada precisamente A Morte de Estaline. É um filme britânico e por isso não tem aquela promoção de Hollywood que tudo abafa na concorrência (especialmente nesta época dos Óscares), mas em seu abono deve dizer-se que não pretende ser historicamente rigoroso (ao bom jeito da história soviética, em que uns anos as coisas tinham acontecido de uma maneira e depois mudava, fotografias e tudo), e que a sua exibição já foi devidamente proibida na Rússia. Sim, que os defensores da sociedade sem classes não conseguiram acabar com as classes na Rússia mas deixaram ali um legado para a História de uma tremenda falta de humor. Enfim, um filme para o qual faria imenso sentido enviar um punhado de convites ali para a Soeiro Pereira Gomes.

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