12 fevereiro 2013

O JORNALISMO FUTEBOLÍSTICO PÓS-MODERNO

Antes de ser mundialmente famoso como Dr. House, pode-se apreciar este sketch com quase 20 anos de Hugh Laurie, em que ele se faz passar por uma fracassada estrela do futebol da década de 70 que veio a fundar uma escola para crianças como então era moda. De assinalar que os treinos são sem bola e incidem sobre a arte de simular faltas. Mais: quando um dos formandos aparece com uma, Laurie avisa os seus pupilos para se manterem afastados daquilo. O jornalismo futebolístico português comunga da mesma lógica: não se trata de jogos, trata-se de arbitragens.

Já há muito que me pergunto, e não é por causa de incidentes como este da expulsão e das palavras trocadas previamente entre o árbitro Pedro Proença e o jogador Óscar Cardozo, quando é que o nosso jornalismo futebolístico (também alcunhado de desportivo…) assumirá uma atitude verdadeiramente pós-moderna e transitará directamente para a fase da discussão das arbitragens pelos paineleiros de Segunda-feira, prescindindo-se de noticiar a bagatela dos episódios que envolvam a bola propriamente dita, tal qual faz Hugh Laurie acima, que nem sequer sabe chutar?...

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