13 março 2022

O FRENESIM MEDIÁTICO DA ACTUALIDADE QUANDO COMPARADO COM A «BLITZKRIEG» ORIGINAL

Tal é o frenesim mediático que acompanha a cobertura da invasão russa da Ucrânia, que hoje, 18º dia do conflito, vivemos sob a impressão que já aconteceram imensas coisas importantes. Na verdade, não aconteceram. Mais, raramente acontecem. Um óptimo exercício para o perceber consiste em sobrepôr o calendário actual da invasão russa da Ucrânia, com o calendário da invasão alemã da Polónia, a campanha que coincide com o eclodir da Segunda Guerra Mundial, a partir de 1 de Setembro de 1939. O ritmo dos acontecimentos parecia tão acelerado naquela altura que apareceu a palavra blitzkrieg (guerra relâmpago em alemão) para o descrever. Mas, mesmo por esse padrão e apesar dos exércitos polacos estarem a recuar em todas as frentes, um pouco à semelhança do que parece estar a acontecer na Ucrânia, só ao 17º dia dos combates (17 de Setembro) é que aconteceu algo de significativo: noutro momento indigno da Rússia, esta invadiu a Polónia pelo Leste. Talvez a Bielorrússia esteja a pensar fazer o mesmo... Servindo o exemplo polaco de referência - Varsóvia resistiu quatro semanas e a campanha da Polónia terminou em cinco (35 dias) - então será de antecipar a conquista de Kiev pelos russos para uma data à volta de 23 de Março e a rendição das tropas ucranianas para o fim deste mesmo mês. Tudo o que for para além disso é para ser considerado bónus para os ucranianos. Explicado o método simples como foram estimadas, são previsões que valem o mesmo que várias outras que já ouvi por aí pela comunicação social.

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