28 maio 2012

«A GRÉCIA É UM PAÍS INVENTADO; ERA UMA PROVÍNCIA DO IMPÉRIO OTOMANO»

Por uns dias este nosso mundo circunscrito dos blogues foi atravessado por ondas de indignação por causa da frase acima, que terá sido proferida por José Luís Arnaut numa intervenção sua na SIC Notícias. Apesar de já aqui ter classificado o alegado autor um completo pateta, considerei aquela afirmação demasiado idiota para que a acolhesse aqui, ponderada a incerteza que ela tivesse sido realmente proferida. Ontem porém, no seu programa semanal naquele mesmo canal, José Pacheco Pereira tirou-me as dúvidas ao refutar aquilo que designou cripticamente como as asneiras que se ouvem por aí a respeito da Grécia – sem referência a quem as profere... Tendo privado amenamente com o putativo autor do disparate (com a estima e consideração pessoal inerente...), José Pacheco Pereira parece-me das pessoas mais idóneas para ajuizar do potencial de José Luís Arnaut.  
Eu suspeito que só as quotas dos partidos justificarão que a SIC Notícias tenha que endereçar certos convites, padronizados e falhos de imaginação (como serão os casos de Bernardino Soares ou de Luís Fazenda), mas há casos, como este de José Luís Arnaut ou então o de Alfredo Barroso, que são para mim verdadeiros mistérios…

3 comentários:

  1. Caro António

    Como foi possível que o ignorante e estúpido do José Luis Arnaut tenha sido ministro !

    Um abraço

    Pedro

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  2. Caro António

    Como foi possível que o ignorante e estúpido do José Luis Arnaut tenha sido ministro !

    Um abraço

    Pedro

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  3. Muito bem notada essa indignação dupla, pois José Luís Arnaut não foi ministro apenas por uma vez (o que já teria sido demais...) foi-o por duas - vezes - duas!

    Quanto à resposta à dupla pergunta exclamativa, meu prezado Pedro, o que se comenta em surdina (as más línguas, sempre elas...) é que o mérito de José Luís Arnaut foi todo de(a) família e da disponibilidade desta em financiar o PSD.

    Sei que conheces países, como os Estados Unidos, onde os governantes, depois de eleitos, agradecem aos benfeitores que contribuiram para a sua campanha colocando-os como embaixadores em países poucos importantes onde não possam fazer muitos "estragos" - Portugal já teve várias vezes "disso", por exemplo no tempo do Bush filho.

    A ser verdade aquilo que se conta em surdina, aqui em Portugal é-se francamente mais grato: em vez de embaixadas, são ministérios...

    E, como faria o grande Catão, não queria deixar de referir que o importante é relembrar que os portugueses não se deixaram condicionar pelas sondagens...

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