06 abril 2018

«WOULD YOU BUY A USED CAR FROM THIS MAN?»

6 de Abril de 2002. José Manuel Durão Barroso toma posse como primeiro-ministro do XV governo constitucional. Acompanha a sua chegada ao poder, a sensação que, mais do que o mérito de derrubar um governo, é a circunstância de se estar na liderança da oposição no momento certo que se torna decisiva para ali estar naquela cerimónia. Acompanhará o seu abandono do poder, dali por dois anos quando for presidir à comissão europeia em Bruxelas, a sensação que se estava a marimbar para os problemas dos portugueses. Acompanhará o seu desempenho dessa função europeia, a sensação que a sua presença naquele cargo nos foi indiferente quando mais precisámos da solidariedade europeia. E acompanhará a sua cessação de funções em Bruxelas, a sensação que as suas conexões ao mundo do tráfico de influências o tornam pessoa pouco recomendável. Nesta altura, nem já mesmo os do seu lado o defendiam. Enfim, alguém que deixa um percurso repleto de sensações sem a sensação de ser sensacional. Com a clarividência dos 19 anos entretanto transcorridos, bem se pode dizer que os militantes do PSD bem poderiam ter escolhido um outro dirigente para o seu partido no seu XXII congresso de 1999, que a presença desta escolha deles nesta tomada de posse de há 16 anos de pouco serviu aos portugueses.

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